19 Setembro 2021, 14:25

Novo Banco: António Ramalho nomeado para novo mandato como presidente executivo

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 01 jun 2021 (Lusa) – O Novo Banco nomeou hoje os membros dos órgãos sociais para o quadriénio 2021-2024, mantendo-se Byron Haynes como presidente do Conselho Geral e de Supervisão e António Ramalho como presidente executivo, segundo informação hoje divulgada pelo banco.


Os seis membros do Conselho de Administração Executivo mantêm-se, sendo composto por António Ramalho (presidente executivo), Mark Bourke (administrador financeiro), Rui Fontes, Luísa Soares da Silva, Luis Ribeiro e Andrés Baltar Garcia.


Já o Conselho Geral e de Supervisão continua a ser presidido por Byron Haynes, mantendo-se também Karl-Gerhard Eick como vice-presidente.


Os restantes membros são Donald Quintin, Kambiz Nourbakhsh, Mark Coker, Benjamin Dickgiesser, John Herbert, Robert A. Sherman, Carla Antunes da Silva (o único membro português) e William Henry Newton.


O Novo Banco divulgou na segunda-feira que teve lucros de 70,7 milhões de euros no primeiro trimestre, na primeira vez que apresenta resultados positivos e que comparam com prejuízos de 179,1 milhões de euros do mesmo trimestre de 2020.


A instituição considerou que os resultados mostram a “capacidade de geração de receitas apesar do atual contexto de pandemia”.


Na semana passada, o ministro das Finanças disse que o Novo Banco deverá receber este ano mais 429 milhões de euros do Fundo de Resolução (FdR), ainda que abaixo dos 598 milhões de euros pedidos pelo Novo Banco.


O Fundo de Resolução vai recorrer a um empréstimo bancário para obter dinheiro para capitalizar o Novo Banco.


O secretário-geral do Fundo de Resolução, João Freitas, disse hoje, no parlamento, que empréstimo da banca foi formalizado na segunda-feira e totaliza 475 milhões de euros.


O Novo Banco nasceu em agosto de 2014 na resolução do Banco Espírito Santo (BES).


Em 2017, aquando da venda de 75% do banco à Lone Star, foi criado um mecanismo de capitalização contingente pelo qual o Fundo de Resolução se comprometeu a, até 2026, cobrir perdas com ativos ‘tóxicos’ com que o Novo Banco ficou do BES até 3.890 milhões de euros.


O Novo Banco já consumiu até ao momento 2.976 milhões de euros de dinheiro público ao abrigo deste mecanismo de capitalização. Se a este valor se somarem os 429 milhões de euros referidos pelo ministro das Finanças, o Novo Banco passa a ter recebido 3.405 milhões de euros, ou seja, 87,5% do valor que estava previsto no mecanismo de capitalização.



IM (JE) // JNM


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