12 Agosto 2022, 22:10

Novo Banco: PS pede audição na AR da administração de António Ramalho, BdP e Fundo de Resolução

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Ponta Delgada, Açores, 03 mai 2021 (Lusa) — O PS vai requerer audições no parlamento da administração do Novo Banco, do Banco de Portugal e do Conselho Diretivo do Fundo de Resolução, disse hoje o deputado socialista João Paulo Correia.


Os socialistas vão solicitar também audições com a tutelas do Ministério das Finanças e do Tribunal de Contas, num pedido que surge depois de ter sido conhecida a auditoria da entidade presidida por José Tavares ao Novo Banco.


“O Grupo Parlamentar do PS anuncia que vai requerer a chamada ao parlamento da administração do Novo banco, do Conselho Diretivo do Fundo de Resolução, do Conselho de Administração do Banco de Portugal, do Ministério das Finanças e também convidar a equipa do Tribunal de Contas que elaborou esta auditoria”, afirmou João Paulo Correia.


O parlamentar socialista falava hoje em conferência de imprensa realizada em Ponta Delgada, nos Açores.


João Paulo Correia realçou que a auditoria “feita em tempo recorde” pelo Tribunal de Contas demonstra que o “interesse público ficou defendido” com a venda do Novo Banco.


Questionado pela Lusa se a administração do Novo Banco fica fragilizada com as conclusões da auditoria, o socialista disse ser necessário prestarem-se mais informações à Assembleia da República.


“A administração do Novo Banco tem de continuar a prestar mais informação e a prestar contas às entidades que a fiscalizam, nomeadamente ao parlamento português”, defendeu.


 O Tribunal de Contas considera que “não foi apresentada a demonstração do cálculo do défice de capital” do Novo Banco, que “o Fundo de Resolução tem o dever de exigir”, segundo a auditoria ao banco hoje divulgada.


Noutra das conclusões, o relatório dá conta de que “não tem sido devidamente cumprida a obrigação do Novo Banco reportar a informação sobre a execução do Acordo de Capitalização Contingente, por falta de formalização do acordo sobre a forma e substância do suporte dessa informação e pelo atraso de preparação desse suporte pelo Novo Banco (face ao prazo contratual de trinta dias), alegando depender de contas auditadas



RPYP (JE)// JPS


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário