06 Setembro 2022, 15:52

Número de imobiliárias em atividade cresceu 14% novembro para 8.249 — APEMIP

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 12 dez 2021 (Lusa) — O número de sociedades do setor imobiliário em atividade em novembro deste ano era de 8.249, um crescimento homólogo de 14%, sendo que em média, este ano, foram criadas 136 empresas por mês, disse o presidente da APEMIP.


Em resposta por escrito à Lusa, Paulo Caiado, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), indicou que, “segundo os dados recolhidos e analisados pelo gabinete de estudos da associação, em Portugal, em novembro de 2021, contabilizam-se 8.249 empresas em atividade, um aumento de 14% quando comparado com novembro de 2020”.


No que diz respeito à distribuição geográfica, “Lisboa apresenta-se como o distrito com maior representatividade, com 2.638 empresas em atividade, seguindo-se o Porto, que assinala 1.333 empresas”, indicou o líder da associação, detalhando que, “entre janeiro e novembro de 2021, em Portugal, foram atribuídas 1.499 novas licenças para o exercício da mediação imobiliária”, o que significa que, “em média, foram registadas cerca de 136 novas empresas de mediação imobiliária por mês”.


Segundo Paulo Caiado, “o valor dos imóveis continua a ter uma componente de grande solidez”, acrescentando que “o mercado imobiliário residencial continua a ser um dos principais segmentos e tem manifestado uma tendência de subida positiva nos últimos meses”.


Para o presidente da APEMIP, o setor tem beneficiado do facto de as pessoas refletirem “mais acerca das suas reais necessidades habitacionais”, sendo que, “como consequência, houve um aumento no número de transações”.


O gabinete de estudos da APEMIP concluiu ainda que, “no segundo trimestre de 2021, entre abril e junho, foram transacionados 52.855 alojamentos familiares, o que correspondeu a um crescimento homólogo de 58,3%”.


No mesmo período, “o valor das vendas ascendeu a 8,5 mil milhões de euros, um crescimento de 66,5% face a idêntico período de 2020 (5,1 mil milhões de euros, no 2.º trimestre 2020)”, revelou Paulo Caiado.


Deste valor total, perto “de 6,9 mil milhões de euros correspondem a alojamentos existentes e 1,6 mil milhões de euros a transações de alojamentos novos”, indicou.


Questionado sobre se há mercado para todas as sociedades, Paulo Caiado disse que “o espaço para o desenvolvimento das empresas irá ser determinado pelos clientes”.


“O setor é, de facto, muito competitivo e essa competitividade deve tornar-nos mais eficazes”, destacou, apelando para “que exista mais cooperação e participação entre as empresas na procura de soluções para que o setor consiga manter a boa reputação que alcançou até hoje”.


O presidente da APEMIP acredita que “as empresas estão a ser alvo de reinvenção, porque as necessidades das pessoas agora são diferentes”, sublinhando que na sua opinião deverá haver “uma multiplicação de soluções de novos modelos, mas preservando o significativo espaço setorial — quer do comercial, quer do residencial”.


De acordo com Paulo Caiado, apesar do fim dos vistos ‘gold’ em Lisboa e Porto, “no final deste ano, Portugal será sempre um país atrativo para investir em diferentes tipos de soluções imobiliárias”, não só “em matéria de habitação de luxo para estrangeiros”, com os grandes grupos financeiros, fundos internacionais a continuarem a investir em Portugal.


“Não podemos esquecer que os preços praticados em Portugal estão abaixo da maioria dos países de Europa e dos outros destinos internacionais. Para o segmento de luxo e do investidor estrangeiro o nosso mercado irá continuar a ser atrativo”, indicou.


Para 2022, Paulo Caiado espera que este continue a “ser um ano de crescimento significativo no mercado imobiliário”.


“É verdade que todas as atividades económicas foram profundamente afetadas pela pandemia. No entanto, o mercado imobiliário nacional mostrou ser extremamente resistente, porque não evidenciou nenhuma quebra de valor significativa”, destacou.


O líder associativo referiu que, “num ano atípico, a construção nunca parou e os novos empreendimentos continuaram a surgir para trazer a oferta que faltava ao mercado. Os preços permaneceram estáveis e também não se assistiu a uma quebra nas vendas das casas”.


Também “a compra de casa usada também tem continuado ao ritmo anterior à pandemia, uma vez que até as baixas taxas de juro têm contribuído para isso”, rematou.



ALYN // CSJ


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