05 Fevereiro 2023, 14:49

”O enriquecimento e desenvolvimento pessoal está a ser gratificante” – Pedro Teixeira

Andreia Cavaleiro AdministratorBlocked

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Pouco tempo antes da pandemia, Pedro Teixeira, de 38 anos, decidiu deixar Vila Nova de Gaia para rumar à Suíça, onde já vivia a namorada. O professor de dança, mestre em Educação Física e Desporto e confesso “aventureiro”, já tinha “curiosidade” em conhecer outras realidades, por isso, quando conheceu a namorada, a decisão de se juntar a ela acabou por ser natural. Num país onde a “organização e o respeito pelas regras, assim como a qualidade de vida” são as características que mais se destacam, Pedro Teixeira admite que a língua foi uma das barreiras mais difíceis de ultrapassar. A viver uma experiência “incrível”, as saudades da família e dos amigos são atenuadas com a ajuda da Internet e das redes sociais, mas a distância do mar continua a ser o mais difícil de suportar.

Porque decidiu emigrar?
Desde sempre tive um espírito aventureiro e curiosidade em conhecer outras realidades, nomeadamente na minha área que é a Dança. Foi através de uma formação de Dança, na escola onde dava aulas, que conheci a minha namorada, também portuguesa, mas que já nessa altura vivia na Suíça. Decidimos, entretanto, que a melhor forma de estarmos juntos e começarmos a nossa vida a dois, seria de eu emigrar e ir ter com ela.

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Por quais países já passou?
Felizmente, antes de emigrar, tive a oportunidade de passar por alguns países por motivos profissionais e pessoais de lazer, entre Europa e Américas, tais como: Brasil, Canadá, EUA, País de Gales, Inglaterra, Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica e Holanda.

Como tem sido a experiência em Lausanne?
A experiência tem sido incrível! Desde a oportunidade de conhecer pessoas novas de diversas nacionalidades, aos hábitos culturais da Suíça e ao estilo e qualidade de vida, o enriquecimento e desenvolvimento pessoal está a ser gratificante e surpreendente.

Quais são os principais desafios pessoais e profissionais?
A nível pessoal existe sempre um debate interno entre a saudade e a auto-realização/bem-estar, assim como a adaptação a um país extremamente organizado que pode ser uma mais-valia, mas por outro lado também pode ser em demasia. Em termos profissionais há sempre a barreira da língua. Sou uma pessoa exigente e acho que as outras pessoas merecem o esforço para me exprimir de forma correta, principalmente quando fui tão bem recebido. Existe ainda o desafio de compreensão do mercado de trabalho, regras e hábitos, que não sendo 100% diferente de Portugal, e juntando a questão da língua, torna se sem dúvida num desafio constante, mas excitante.

Quais são as principais diferenças entre Portugal e o país onde está?
Na Suíça, a organização e o respeito pelas regras, assim como a qualidade de vida são as características que mais se destacam, o multiculturalismo é algo notoriamente diferente, o que considero também uma vantagem. Por outro lado, em Portugal temos costa marítima, algo a que sempre estive habituado. E no lado positivo, a certa desordem que se verifica, torna-nos mais versáteis e “desenrascados” para qualquer situação com que nos deparamos no dia-a-dia.

Como gere o facto de estar longe da família e dos amigos?
É nestas alturas que o tema internet e redes sociais têm um significado positivo, pois são um fator importante para combater a distância. O facto de estar sempre ocupado, quer com trabalho, quer com amigos que, entretanto fiz desde que cá cheguei, também ajuda. Claro que acima de tudo, eu e a minha namorada nos apoiamos muito um ao outro e tentamos arranjar formas de ir a Portugal visitar a família e amigos sempre que possível.

Do que sente mais falta?
Da família e amigos principalmente, da qualidade dos alimentos, e uma parte muito importante para quem nasceu e cresceu ao lado da praia, o mar! Admito que no momento de tomar a decisão de emigrar, a noção de viver longe da praia e do mar gerou momentos longos de reflexão. Sinceramente, a Suíça é sem dúvida muita bonita, mas pode ser bastante aborrecida, já em Portugal existe outro ritmo de vida!

Vem com frequência a Portugal?
Infelizmente cheguei à Suíça pouco tempo antes do início da pandemia e por isso mesmo não consigo responder assertivamente sobre a frequência, mas agora que o ritmo “normal” do dia-a-dia já está a ser retomado, posso dizer que entre 4 a 5 vezes por ano.

Está nos seus planos regressar definitivamente a Portugal?
Acho que é uma pergunta sem uma resposta concreta da minha parte. Muita gente tem a ideia de querer voltar ao seu país, na sua maioria os emigrantes passam a vida no estrangeiro e pensam sempre voltar ao país deles, contudo, quando chega a altura de regressar já não conhecem ninguém (a não ser a família, talvez), e já o país mudou de tal forma que não reconhecem nada. Claro que impulsivamente respondo que sim, mas acima de tudo tento aproveitar ao máximo o dia-a-dia e desfrutar dos pequenos sucessos e etapas que vamos concretizando, sempre grato por podermos fazê-lo saudavelmente. Se nos for possível mais tarde criar condições para podermos voltar a Portugal e continuarmos a desfrutar da vida com saúde, melhor!

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