15 Setembro 2022, 00:31

Óbito/Sampaio: PM são-tomense recorda “um grande homem” e referência para a CPLP

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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São Tomé, 10 set 2021 (Lusa)- O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, considerou hoje que Portugal fica “muito mais pobre” com a morte de Jorge Sampaio, que considerou ser “grande referência de homem de Estado” para São Tomé e Príncipe e para a CPLP.


“Gostaríamos muito sinceramente, em nome do Governo são-tomense, de transmitir os nossos sentimentos de condolências a Portugal, de forma geral, ao povo português, ao Estado português, que fica muito mais pobre com esta grande referência de homem de Estado”, disse o Primeiro-ministro são-tomense.


Jorge Bom Jesus recordou “um democrata” que “em termos de cooperação acabou por ser uma grande referência para São Tomé e Príncipe, ainda numa época que tinha sido presidente da Câmara de Lisboa”.


O primeiro-ministro são-tomense disse que enquanto Presidente da Câmara de Lisboa, “os feitos” de Jorge Sampaio, ao nível a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) “são marcantes”.


“Creio que o seu legado será seguido pelos mais novos e espero que o povo português possa continuar a honrar a memória deste grande homem, que, além de ser uma referência para o povo português, para a comunidade da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), é um cidadão do mundo”, afirmou Jorge Bom Jesus.


O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.


Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.


Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).


Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.


Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.


JYAF // VM


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