25 Outubro 2021, 15:53

Obras do Metro impõem relocalização de paragens da STCP na baixa do Porto

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

As paragens de 13 linhas da STCP, localizadas na baixa do Porto, vão ser relocalizadas a partir de amanhã, devido aos congestionamentos provocados pelas obras de alargamento da rede de metro.

Em comunicado, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) refere que devido ao avançar das obras de alargamento da rede de Metro no Porto e aos congestionamentos inerentes de circulação naquela zona da cidade, a partir de amanhã, “algumas das paragens” na Baixa serão relocalizadas.

No caso da Linha 200 (sentido Bolhão), a nova paragem ficará localizada junto ao Teatro Sá da Bandeira, abandonando o percurso por Gonçalo Cristóvão e assumindo ambos os sentidos pela Rua Sá da Bandeira.

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Já nas linhas 201, 208 e 501, a penúltima paragem faz-se junto à estação de metro dos Aliados, sendo que o término e início de linha faz-se em nova paragem junto ao shopping da Trindade.

As obras de alargamento da rede de metro impõem ainda alterações no percurso da Linha 400, cuja penúltima paragem faz-se na Praça D. João I. O término e início de linha será feito junto ao shopping da Trindade e no sentido Parque Nascente, há nova paragem junto à praça da Liberdade, na plataforma central.

No caso da Linha 500, o término e início será em São Bento (Avenida D. Afonso Henriques) e as linhas 901 e 906 assumem novas paragens na Batalha, Praça D. João I, mantendo o atual término na Trindade e a paragem Aliados no sentido Vila Nova de Gaia.

Por seu turno, as linhas 904 e 905 alteram o seu término e início para a Trindade, junto ao metro e Parque de Estacionamento da Trindade, sendo que no sentido Gaia, há uma nova paragem junto à Praça da Liberdade, na plataforma central.

Já as linhas 1M (Matosinhos) e 10M (Vila d’Este) passam a parar na plataforma central, na parte de baixo dos Aliados e a Linha 3M, terá término e início na Praça General Humberto Delgado (poente).

Por fim, a Linha 11M recua para a parte superior da Avenida dos Aliados (lado poente).

Em causa estão as obras de construção da nova Linha Rosa do Metro do Porto que vai ligar S.Bento/Praça da Liberdade à Casa da Música, servindo o Hospital de Santo António, o Pavilhão Rosa Mota, o Centro Materno-Infantil, a Praça de Galiza e as faculdades do polo do Campo Alegre.

A construção deste novo troço está a causar condicionamentos de trânsito pelo menos desde maio, o último dos quais, nas zonas da Estação de São Bento e da Praça da Liberdade.

De acordo com a informação disponibilizada pelo Metro do Porto, a partir de 12 de outubro, o primeiro troço da via poente da Praça da Liberdade fica interrompido ao trânsito automóvel.

A circulação rodoviária passa a fazer-se, em ambos os sentidos, através da via nascente da praça da Liberdade. Após esta intervenção, no desenvolvimento da construção da Linha Rosa do Metro do Porto e da nova Estação S.Bento/Liberdade, outros condicionamentos e desvios de trânsito vão ser implementados em toda esta zona, acrescenta.

Em setembro, a circulação na Praça da Liberdade, já tinha estado condicionada, com a circulação interrompida num troço daquela via.

Na cerimónia de consignação das obras da Linha Rosa e Amarela, que decorreu a 16 de março nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, o presidente da Metro do Porto, Tiago Braga anunciou que os trabalhos “decorrerão durante três anos”, até 2024.

Com quatro novas estações subterrâneas e um percurso em túnel de quase três quilómetros, esta linha tem o cunho de dois prémios Pritzker [considerados o Nobel da Arquitetura] uma vez que Eduardo Souto Moura é o responsável pelos projetos das novas estações, sendo que a de São Bento é assinada em parceria com Álvaro Siza Vieira.

Em simultâneo, está também em desenvolvimento a empreitada de extensão da Linha Amarela, que atualmente cruza o rio Douro através da ponte Luís I, partindo do Hospital de São João, no Porto, até Santo Ovídeo, em Gaia.

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