14 Maio 2022, 22:00

OE2022: PCP desafia Governo a aumentar todos os salários e alerta para problemas agudizados

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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O secretário-geral comunista desafiou hoje o Governo a aumentar todos os salários para “fazer face ao aumento do custo de vida”, alertando que “todos os problemas se agudizaram” desde que o orçamento foi apresentado pela primeira vez.

“Porque continua o Governo a recusar o aumento geral dos salários, de todos os salários, no setor público e no setor privado, quando ele é hoje ainda mais necessário para fazer face ao aumento do custo de vida?”, questionou Jerónimo de Sousa, durante a discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

O líder do PCP considerou que “todos os problemas de agudizaram” desde que o Governo apresentou a primeira proposta de Orçamento, em outubro de 2021, e que esta “recusa do Governo já era grave há seis meses e agora assume ainda maior gravidade”.

Jerónimo de Sousa argumentou que a proposta de OE2022 também “não avança com medidas de controlo de fixação de preços na energia, nos combustíveis e noutros bens essenciais, não assume a criação de uma rede pública de creches, nem procura garantir transporte público em todo o território, avançando para a sua gratuidade”.

Sobre o aumento extraordinário das pensões, uma das medidas inscritas na proposta do Governo, os “dez euros já foram, entretanto, comidos pelo aumento dos preços”.

Na resposta, António Costa disse que o PS não tem “duas caras” e que respeita a decisão do PCP “de manter o voto contra”.

“Mas não aceito os argumentos que utiliza, porque não correspondem à realidade que está neste orçamento”, acrescentou o primeiro-ministro.

António Costa lembrou a Jerónimo de Sousa que há mais medidas inscritas nesta proposta que não estavam naquela que foi rejeitada há seis meses pelo PCP, nomeadamente o aumento extraordinário das pensões e a gratuitidade das creches.

Quando à redução dos preços da energia, o primeiro-ministro disse que os esforços do executivo permitirão, a partir de segunda-feira, uma “redução de 62% deste aumento na gasolina e de 42% no gasóleo”.

“Se dúvidas houvesse, os portugueses tiraram essas dúvidas, dizendo claramente que queriam este Orçamento para 2022”, comentou António Costa, aludindo ao resultado das eleições legislativas de 30 de janeiro e à maioria absoluta alcançada pelo PS.

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