14 Maio 2022, 22:21

OE2022: PS reclama sete anos de “contas certas” e acusa oposição de esquecer o tema

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 28 abr 2022 (Lusa) — O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, defendeu hoje que o Orçamento do Estado para 2022 é o sétimo seguido desde 2015 “sempre com contas certas” e acusou a oposição de ter esquecido este tema.


“Este é o sétimo Orçamento desde 2015 sempre com contas certas, sempre a cumprir o défice, sempre a fazer a dívida decrescer, sempre a oferecer a confiança em que a política para todos é feita com contas certas”, afirmou Eurico Brilhante Dias, durante o debate da proposta do Governo na generalidade, na Assembleia da República.


Em seguida, o líder parlamentar do PS observou que “parece que acabaram as perguntas ao Governo sobre contas certas, ninguém faz perguntas sobre contas certas”.


“À direita e à esquerda, contas certas deixou de ser o tema. Como vamos poder garantir o Estado social sem contas certas, como vamos proteger o Estado social e as políticas públicas sem contas certas? Como é possível? O PS, os governos do PS tiraram o debate das contas certas deste hemiciclo”, concluiu.


Quanto à discussão em torno da inflação, o líder parlamentar do PS saiu em defesa da posição do executivo: “Perante a incerteza, perante os dados objetivos das instituições internacionais que nos dizem que a inflação é tendencialmente temporária, o que faz um Governo responsável: segue a tendência inflacionista ou usa os recursos das contas certas para proteger os portugueses e em particular os portugueses mais vulneráveis?”.


Em resposta a esta intervenção, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que Eurico Brilhante Dias “pôs o dedo na ferida” e dirigiu-se em particular aos partidos à direita do PS.


“A direita tem, no seu conjunto, um problema. Eles desde 2015, já de antes, mas desde 2015 que dizem: não é possível ter contas certas sem austeridade. E, portanto, quando decidimos virar a página da austeridade proclamaram que viria aí o diabo”, disse.


Segundo António Costa, “desde 2016, foram-se cansando”, porque “o diabo não veio em 2016, não veio em 2017, não veio em 2018, não veio em 2019” e a pandemia de covid-19 nos últimos dois anos também “não foi o diabo para as contas certas”.


“As contas certas, o excedente orçamental de 2019 foram preciosos para termos a capacidade para responder como respondemos à crise do covid-19. E por isso termos chegado já ao final de 2021 a cumprir os critérios de termos o nosso défice já abaixo dos 3% e a termos retomado uma trajetória de redução da dúvida pública”, acrescentou.



IEL // JPS


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