09 Setembro 2022, 13:35

OMS lamenta ataques contra primatas no Brasil devido à Monkeypox

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Agora que chegou aqui…

Ao longo do último ano, o MUNDO ATUAL tem conquistado cada vez mais leitores.
Nunca quisemos limitar o acesso aos nossos conteúdos, ao contrário do que fazem outros órgãos de comunicação, e mantivemos sempre todas as notícias, reportagens e entrevistas abertas para que todos as pudessem ler.
Mas precisamos do seu apoio. Para que possamos, diariamente, continuar a oferecer-lhe a melhor informação, não só nacional como local, assim como para podermos fazer mais reportagens e entrevistas do seu interesse.
O MUNDO ATUAL é um órgão de comunicação social independente e isento. E acreditamos que para que possamos continuar o nosso caminho, que tem sido de sucesso e de reconhecimento, é importante que nos possa ajudar neste caminho que iniciámos há um ano.
Desta forma, por tão pouco, com apenas 1€, pode apoiar o MUNDO ATUAL.

Obrigado!

PUB – CONTINUE A LER A SEGUIR



A Organização Mundial da Saúde (OMS) garantiu hoje que a epidemia de Monkeypox que afeta o mundo não está ligada aos macacos, lamentando que primatas possam ter sido atacados no Brasil.

“As pessoas precisam de saber que a transmissão que estamos a ver agora é entre humanos”, disse a porta-voz da OMS Margaret Harris numa conferência de imprensa, em Genebra, após ter sido questionada sobre relatos de ataques a macacos no Brasil.

Segundo o site de notícias brasileiro G1, uma dúzia de macacos foram envenenados e alguns animais ficaram feridos em menos de uma semana numa reserva natural em Rio do Preto, cidade localizada no estado de São Paulo.

Outros animais foram apedrejados, perseguidos ou envenenados em diferentes cidades brasileiras, segundo o G1, que cita a associação de combate ao tráfico ilegal de animais silvestres Renctas.

O Brasil registou mais de 1.700 casos e uma morte causada pela Monkeypox, segundo estatísticas da OMS.

Em todo o mundo, mais de 28.100 casos e 12 mortes foram relatados.

O termo Monkeypox foi usado para nomear um vírus descoberto em 1958 em macacos num laboratório na Dinamarca, mas o vírus foi encontrado em diferentes espécies animais, especialmente roedores.

O primeiro caso humano foi detetado em 1970 na República Democrática do Congo (RDCongo).

Este vírus pode ser transmitido de animais para humanos, mas a recente explosão de casos em todo o mundo deve-se à transmissão entre humanos durante contactos próximos, explicou Harris.

As pessoas “definitivamente não devem atacar animais”, disse a representante da OMS, enfatizando que a melhor maneira de conter a propagação do vírus é reconhecer os sintomas, obter ajuda de um médico e tomar as precauções para evitar a transmissão.

O grupo mais afetado pela epidemia são os homens que fazem sexo com homens. A OMS pede para não estigmatizar as pessoas infetadas.

“Qualquer estigma (…) aumentará a transmissão porque, se as pessoas tiverem medo de dizer que estão infetadas, não procurarão tratamento e tomarão precauções”, disse Harris.

A OMS disparou o seu nível mais alto de alerta no final de julho para fortalecer o combate à doença.

Os sintomas mais comuns são febre, dores musculares, perda de energia e inchaço dos gânglios linfáticos, seguidos ou acompanhados de erupção cutânea.

Sem comentários

deixar um comentário