25 Setembro 2022, 07:11

ONG guineense preocupada com integridade dos detidos do caso 01 de fevereiro

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bissau, 04 abr 2022 (Lusa) — A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) manifestou preocupação com a integridade física dos detidos no âmbito da tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro e pediu que sejam libertados provisoriamente para receberem tratamento médico.


“Tendo em consideração os sérios riscos de vida”, que alguns dos cidadãos detidos correm, refere em comunicado, a organização de defesa dos direitos humanos exige “a libertação provisória imediata dos mesmos, de modo a permitir que beneficiem de assistência médica e medicamentosa adequadas à natureza das enfermidades que padecem”.


Em causa, segundo a organização não-governamental, está a situação de detenção de duas pessoas.


Fonte da LGDH precisou hoje à Lusa que uma das pessoas, que segundo a família sofre de doença grave, foi internada este fim de semana no Hospital Nacional Simão Mendes, depois de a organização não-governamental ter alertado para a responsabilidade do Ministério do Interior.


Uma outra pessoa também está “gravemente doente”, acrescentou a mesma fonte, precisando que foi ao médico e que estão a ser tomadas medidas para o seu internamento.


“A Liga responsabiliza o Ministério do Interior pela vida e integridade física de todos os detidos na segunda esquadra, que se encontrem em situação de vulnerabilidade sanitária”, salienta em comunicado a organização não-governamental.


Na sequência da tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro, a Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou a detenção arbitrária de mais de 60 cidadãos.


Em 01 de fevereiro, homens armados atacaram o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam, e de que resultaram oito mortos.


O Presidente guineense considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado e apontou o ex-chefe da Marinha José Américo Bubo Na Tchuto, Tchamy Yala, também ex-oficial, e Papis Djemé como os principais responsáveis.


Os três homens foram presos em abril de 2013 por agentes da agência antidroga norte-americana (DEA) a bordo de um barco em águas internacionais na costa da África Ocidental e cumpriram pena de prisão nos Estados Unidos da América.


Os três alegados responsáveis pela tentativa de golpe de Estado foram detidos, segundo o Presidente guineense.


 




MSE // JH


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