05 Julho 2022, 12:03

ONG quer também China, Cuba e Venezuela fora do Conselho de Direitos Humanos

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Miami, Estados Unidos, 08 abr 2022 (Lusa) — A organização não-governamental (ONG) Centro para uma Cuba Livre (CFC, na sigla em inglês) pediu a suspensão também de outros países, incluindo a China, Cuba e Venezuela, do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.


Num comunicado divulgado na quinta-feira, o CFC expressou satisfação pela suspensão da Rússia, devido a alegados crimes de guerra e crimes contra humanidade na Ucrânia, através de uma resolução aprovada pela Assembleia-Geral da ONU.


China, Cuba, Eritreia, Líbia, Mauritânia e Venezuela também não devem ser membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, disse John Suarez, diretor executivo da organização.


Suarez acrescentou que “agora é a hora de limpar o disfuncional Conselho dos Direitos Humanos para que possa cumprir os seus deveres neste momento crítico”.


O CFC, com sede em Washington, lembrou que Cuba foi um dos 24 países que votaram contra a suspensão da Rússia, entre os quais também a Venezuela e China.


Cuba foi eleita para o Conselho dos Direitos Humanos da ONU em 2020, no mesmo ano em que entraram Rússia, China e Paquistão,


“Os eventos dos últimos dois meses mostraram o erro de legitimar regimes que são ativamente hostis” aos direitos humanos, disse o CFC.


O regime cubano “está na vanguarda de minar os padrões internacionais de direitos humanos há décadas”, acrescentou.


Também em reação à suspensão da Rússia, o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, disse que “os organismos multilaterais e os seus mecanismos precisam de repensar e passar à ação”.


“Algo semelhante acontece com a Venezuela, onde [o Presidente Nicolás] Maduro, tristemente reconhecido pela ONU e acusado de crimes que lesam a humanidade e causaram quase 7 milhões de migrantes e refugiados venezuelanos, mantém um lugar no Conselho de Direitos Humanos da ONU, tal como Cuba”, disse Guaidó.


O governo da Venezuela criticou a decisão de suspender a participação da Rússia, disse na quinta-feira o chanceler do país caribenho, Félix Plasencia.


“Condenamos a aplicação desta resolução que afeta o multilateralismo, bem como as perspetivas de diálogo que o nosso país promove ativamente. Esta decisão rompe as pontes necessárias ao entendimento e ameaça seriamente a segurança, a ordem e a paz globais”, disse Plasencia.


Além disso, o chanceler venezuelano insistiu que a “imposição ilegal de medidas coercivas unilaterais” afeta a “contribuição ativa para a manutenção da paz”.



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