19 Agosto 2022, 03:14

ONU apela a financiamento contra a fome no Sahel e corno de África que atinge milhões

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Genebra, 19 mai 2022 (Lusa) — Cerca de 35 milhões de pessoas enfrentam a fome no Sahel e no corno de África devido à seca e as Nações Unidas advertiram hoje que, sem um financiamento rápido, em breve será demasiado tarde para acudir ao flagelo.


“Ninguém (no mundo) precisa mais de ajuda do que estas duas regiões. Este sofrimento é uma consequência das alterações climáticas, embora estas pessoas não tenham feito nada para o criar”, disse Martin Griffiths, funcionário humanitário da ONU, numa conferência de imprensa após uma visita ao Quénia.


Aí, observou o impacto na população do quarto período de seca consecutivo que se espalha pelo resto do corno de África (Somália e Etiópia), bem como o corredor geográfico que é o Sahel, onde o Burkina Faso, Chade, Mali e Níger são os países mais atingidos.


“Precisamos agora de dinheiro para salvar vidas e fornecer às populações alternativas de sobrevivência para os próximos meses”, disse.


Enquanto a crise humanitária na Ucrânia levou a uma generosa resposta financeira por parte dos doadores, a crise climática e alimentar em África tem visto uma resposta lenta e insuficiente.


Isto ocorre numa altura em que os países africanos estavam ainda a começar a recuperar da pandemia de covid-19 e coincidiu com a interrupção do fornecimento internacional de cereais da Ucrânia e da Rússia devido à guerra, provocando o aumento dos preços dos alimentos.


A atual seca no Sahel e no corno de África é a mais grave dos últimos 40 anos e há receios de que o número de pessoas em risco iminente de fome aumente nas próximas semanas, causando mortes, uma onda de deslocação e conflitos sobre os poucos pastos que restam.


Griffiths disse que a necessidade mais urgente é de financiamento para entregar dinheiro aos pastores, antes que acabem por vender os seus últimos animais restantes e mudem as suas famílias, à procura de comida e água.



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