03 Fevereiro 2023, 20:50

ONU vai acompanhar diálogo entre Governo e guerrilheiros na Colômbia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bogotá, 10 dez 2022 (Lusa) — O secretário-geral da ONU, António Guterres, aceitou o convite do governo da Colômbia e dos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) para acompanhar as conversações de paz, a decorrer na capital venezuelana.


O alto-comissário colombiano para a Paz, Danilo Rueda, divulgou na sexta-feira uma carta que recebeu de Guterres, na qual o português aceita um papel no diálogo e designa um representante da ONU nessa missão.


De acordo com a carta, datada de quinta-feira, o secretário-geral nomeou o chefe da Missão de Verificação das Nações Unidas na Colômbia, Carlos Ruiz Massieu, para acompanhar o processo.


Guterres deu ainda os parabéns às duas partes “por terem alcançado esta primeira etapa essencial” de retoma das negociações em Caracas, em novembro, e expressa o firme apoio das Nações Unidas “em busca pela paz pela qual anseia o povo colombiano”.


As conversações entre o governo e o ELN têm como mediadores a Venezuela, Cuba e Noruega, sendo que em novembro as duas partes convidaram ainda o Chile, Brasil e México para se juntarem.


Na mesma altura, os dois lados convidaram também o secretário-geral da ONU, os Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Suécia e Espanha para acompanharem o processo.


O novo governo de esquerda da Colômbia, liderado pelo Presidente Gustavo Petro, prometeu dialogar e negociar com todos os grupos armados que operam no país, algo que até ao momento só se materializou com os guerrilheiros do ELN.


Isto apesar de várias fações dissidentes da guerrilha marxista das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) terem respondido positivamente, há poucos meses, a uma proposta de negociação.


Na terça-feira, pelo menos seis militares colombianos foram mortos pela coluna ‘Jaime Martinez'”, uma das principais fações dissidentes das FARC, no pior ataque ocorrido desde a tomada de posse de Petro.


Estes grupos armados rejeitam o acordo assinado em 2016 com as FARC, que desde então depôs as armas.



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