17 Outubro 2021, 16:20

OperaFest regressa a Lisboa no verão com duas estreias e uma “rave” operática

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 11 mai 2021 (Lusa) – O festival de ópera ÓperaFest regressa a Lisboa de 20 de agosto a 11 de setembro, em segunda edição, com duas estreias, uma “rave” operática e o jardim do Museu Nacional de Arte Antiga por cenário, anunciou a organização.


Com direção artístca da soprano Catarina Molder, o ÓperaFest vai fazer a estreia nacional de “A Médium”, de Gian-Carlo Menotti, e a estreia absoluta de “Até que a morte nos separe”, de Ana Seara, compositora residente, tal como na edição anterior.


“A Médium”, ópera dramática em dois atos com libtreto e composição de Gian Carlo Menotti, foi apresentada ao público pela primeira vez em maio de 1946, na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.


A ópera, que pode ser vista pela primeira vez em Portugal, fica em cartaz no OperaFest, nos dias 28 e 29 de agosto, às 21:30, e conta a história de Madame Flora, uma médium farsante que acaba por sucumbir à sua própria armadilha.


“A Médium” vai ser dirigida pela maestrina Rita Castro Blanco, e constitui a primeira encenação operática da atriz Sandra Faleiro.


A compositora Ana Seara, por seu lado, apresenta, em estreia absoluta, a sua ópera “Até que a morte nos separe”, a partir do conto homónimo de Ana Teresa Pereira, nos dias 03 e 04 de setembro, às 21:30. Encenada por António Pires, a ópera será dirigida pelo maestro Jan Wierzba.


O Ensemble MPMP (do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa) e o Nova Era Vocal Ensemble, tal como na edição anterior, são a orquestra e coro residentes do festival, que também prevê a apresentação da cantata cénica “Mahagonny Songspiel”, a primeira colaboração entre Bertolt Brecht e Kurt Weill.


Em declarações à agência Lusa, Catarina Molder não quis adiantar os elencos, referindo que vai protagonizar a ópera “Madame Butterfly”, de Puccini, numa encenação da coreógrafa Olga Roriz e direção do maestro convidado principal Jan Wierzba.


A ópera, que conta os amores e desventuras da japonesa Cio-cio San e do tenente da marinha mercante norte-americana Pinkerton, estará em cena nos dias 20, 21, 23, 25 e 27 de agosto, sempre às 21:30.


Catarina Molder sublinhou à Lusa a “aposta no talento nacional”, reafirmada pelo festival, nesta segunda edição, e “uma programação ‘super’ diversificada” abrangendo diversos públicos.


Da programação consta ainda uma gala de ópera, “Alma em Fogo”, no dia 07 de setembro, às 21:30, apresentando “uma galeria de heróis e anti-heróis, de personagens bons que lamentam o seu infortúnio, e outras que rejubilam com a desgraça provocada”, segundo texto de apresentação da produção.


No dia 09 de setembro, às 21:30, acontece a “Maratona Ópera XXI”, o concurso para novas árias.


Da programação consta ainda “Máquina Lírica”, com aulas de canto para amadores, aulas/debate e conferências em torno de temáticas operáticas.


O festival encerra no dia 11 de setembro, com a ‘rave’ operática “Mostra-me o caminho do próximo bar”, título que remete para os primeiros versos da “Alabama Song”, da “Mahagonny Songspiel”.



NL // MAG


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