22 Maio 2022, 23:37

Papa e outros líderes religiosos reforçam interesse em visitar Sudão do Sul

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Cidade do Vaticano, 07 mai 2022 (Lusa) — O Papa Francisco, em conjunto com o Arcebispo da Cantuária, Justin Welby, e o moderador da Igreja da Escócia, Jim Wallace, expressaram hoje o desejo em visitar o Sudão do Sul, no início de julho.


Numa mensagem enviada aos líderes políticos deste país, os três líderes religiosos apontaram que a Páscoa mostra que “um novo caminho é possível: um caminho de perdão e liberdade” e que permite “humildemente ver Deus nos outros”, incluindo nos inimigos.


A mensagem, citada pela Efe, foi enviada num momento em que o Sudão do Sul enfrenta um novo surto de violência.


No final de abril, as Nações Unidas documentaram o assassinato de pelo menos 72 civis, cerca de 40 mil deslocados e crimes “horrendos”, incluindo decapitações, violações em grupo e queima de pessoas vivas, desde fevereiro, num condado do norte do Sudão do Sul.


“Nesta época pascal, escrevemos para partilhar convosco a nossa alegria em celebrar a ressurreição de Jesus Cristo. A nossa oração é que retomem este caminho, para discernir novos caminhos no meio dos desafios e lutas deste tempo”, acrescentam na nota conjunta.


Os três líderes religiosos recordam também a “peregrinação de paz” que farão no início de julho e garantem que estão “ansiosos para visitar” o país.


Em 03 de março, o Vaticano confirmou a viagem do Papa Francisco ao Sudão do Sul, depois de ir à República Democrática do Congo (RDCongo).


Em abril de 2019, o Papa tinha convocado as mais altas autoridades religiosas e políticas do Sudão do Sul para a Casa de Santa Marta, em conjunto com o Arcebispo da Cantuária, para um retiro espiritual ecuménico.


A iniciativa terminou com o Papa a beijar os pés dos líderes do Sudão do Sul e a rezar pela paz.


O Sudão do Sul vive um conflito armado interno desde dezembro de 2013 (dois anos depois de se tornar independente do Sudão) e, desde então, embora em 2018 tenha sido firmado um acordo de Paz que ainda está a ser implementado, a violência causou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.



JO // MSF


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