09 Agosto 2022, 14:42

PCP/Congresso: Francisco Lopes afirma que covid-19 é pretexto para “vomitar ódio” contra o partido

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Loures, Lisboa, 29 nov 2020 (Lusa) – O dirigente comunista Francisco Lopes atacou hoje quem criticou a realização do congresso do PCP com o país em estado de emergência, considerando que essas vozes são “carrascos da democracia” que “vomitam ódio” contra o seu partido.


Francisco Lopes, que vai continuar a acumular funções na Comissão Política e no Secretariado do PCP por mais quatro anos, falava no último de três dias do XXI Congresso do partido, que decorre desde sexta-feira em Loures, distrito de Lisboa.


Na sua intervenção, o ex-deputado do PCP usou palavras duras para responder a partidos e correntes de opinião que contestaram a realização deste congresso, numa altura em que Portugal está em estado de emergência por causa da epidemia de covid-19.


“Neste estado de emergência, temos centenas de milhares de trabalhadores a continuar a laborar e a deslocarem-se sem quaisquer garantias de segurança sanitária, sujeitos a violação de direitos nos salários ou nos vínculos. Mas, para os arautos da exploração e da limitação das liberdades, isso não é problema. Porém, se esses mesmos trabalhadores pretendem reunir em plenário, se pretendem manifestar-se e reivindicar, isso já não é aceitável”, apontou.


Francisco Lopes afirmou depois que, com a realização do Congresso do PCP, “esses mesmos candidatos a carrascos da liberdade e da democracia, invocando a epidemia, vomitam ódio contra o partido e clamam pela proibição do congresso”.


“A resposta está dada: O XXI Congresso do PCP aqui está a demonstrar a importância do caminho a seguir, com proteção sanitária e combatendo a epidemia antidemocrática”, declarou, recebendo uma prolongada salva de palmas por porte dos delgados comunistas.



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