08 Dezembro 2022, 03:12

PCP diz ser “profundamente negativa” para o Norte e para o país a estratégia da TAP

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Porto, 02 abr 2022 (Lusa) — O PCP considerou hoje “profundamente negativo” para o Norte e para o país a anunciada redução da operação da TAP no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, por comparação ao verificado no verão de 2019.


Em declarações à Lusa, Jaime Toga, membro da comissão política do partido, começou por dizer que, “confirmando-se, é um episódio negativo e prejudicial para a região”.


Na edição de hoje, o Jornal de Notícias noticia que, face ao verão de 2019, a TAP vai operar menos sete rotas e oferecer menos 705 mil lugares a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, ao contrário das principais companhias internacionais que reforçam a presença a partir do Porto.


“É uma medida que é profundamente negativa para o Porto e para o Norte, mas também para o país, porque o desenvolvimento económico do país não se pode fazer sem potenciar o desenvolvimento económico do Norte”, assinalou o político comunista.


E prosseguiu: “não é possível termos um país a avançar se não avançar no seu conjunto, se não tiver uma estratégia nacional de desenvolvimento, e a transportadora aérea pública tem obrigatoriamente que contribuir para essa estratégia nacional de desenvolvimento”.


Continuando com os alertas, Jaime Toga disse que havendo “uma grande preocupação com o desenvolvimento regional” (…) ele é integrante do desenvolvimento nacional e não haverá se se acentuarem as assimetrias e desigualdades entre regiões”.


Voltando à TAP, o dirigente comunista acusou o Governo do PS de ter “particular responsabilidade neste processo, porque podia ter uma intervenção, a partir do controlo público, que permitisse pôr a empresa a servir o país e não uma empresa que não responde às necessidades do país”.


“Entendemos que o país precisa de uma empresa de bandeira, de uma transportadora pública que contribua para a coesão territorial, o desenvolvimento económico e que sirva o país e os portugueses, mas esta é uma medida que vai em sentido contrário, porque não favorece a coesão, não potencia o desenvolvimento económico, porque não serve o país e, neste caso concreto, prejudica seriamente uma importante região do país”, insistiu.



JFO // JPS


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