07 Julho 2022, 05:40

PE: Governo prevê redução gradual da dívida pública para valor próximo dos 100% em 2026

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 25 mar 2022 (Lusa) — O Governo estima que a dívida pública se reduza para valores próximos dos 100% do PIB em 2026, esperando o ainda ministro das Finanças, João Leão, que Portugal saia do grupo e países mais endividados já a partir de 2024.


O Programa de Estabilidade de 2022-2026, que o Governo entrega hoje no parlamento, prevê que a dívida pública mantenha a trajetória de redução gradual retomada em 2021, apontando para que chegue a 2026 com um rácio equivalente a 101,9% do Produto Interno Bruto (PIB).


Para 2022, a estimativa aponta para que aquele rácio baixe para 120,8% do PIB, seguindo-se nova descida para 115,4% em 2023, para 110,1% em 2024 e para 106,0% em 2025.


“O efeito conjugado do crescimento económico e da melhoria do saldo orçamental conduz à projeção de que a dívida pública possa atingir um valor próximo dos 100% em 2026”, referiu o ministro as Finanças João leão, numa conferência de imprensa após Instituto Nacional e Estatística (INE) ter divulgado que o défice das Administrações Públicas caiu para 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, inferior à anterior meta do Governo, que era de 4,3%.


Esta evolução da dívida pública, disse o ministro as Finanças, permitirá a Portugal já a partir e 2024, deixar o grupo dos países mais endividados a União Europeia. “Com efeito, em 2024 Portugal já deverá ter um rácio de dívida pública inferior a outros países como a Espanha, a França e a Bélgica para além a Grécia e da Itália”, disse João Leão naquela que foi a sua última conferência de imprensa como titular as Finanças, pasta que será assumida por Fernando Medina no novo Governo.


No PE 2022-2026, o Governo estima que a economia cresça 5% em 2022 (menos 0,5 pontos percentuais do que previa quando em outubro apresentou a proposta o Orçamento do Estado) e 3,3% em 2023.


Em relação ao saldo orçamental, após a queda regista-a em 2021, a projeção do Governo aponta para reduções sucessivas até ao último ano considerado (2026), para o qual se espera já um excedente equivalente a 0,1% do PIB.



LT // MSF


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