14 Maio 2022, 12:56

Pelo menos 2.448 ucranianos deixaram Portugal nos últimos dois meses

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Pelo menos 2.448 ucranianos saíram de Portugal e regressaram à Ucrânia nos últimos dois meses, segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Desde que começou a guerra na Ucrânia, a 24 de fevereiro, mais de 33 mil ucranianos ou estrangeiros residentes naquele país pediram proteção temporária a Portugal.

Dados enviados à Lusa pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras indicam que 160 cidadãos ucranianos pediram o cancelamento dos pedidos de proteção temporária que formalizaram junto do SEF.

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Este serviço de segurança avança ainda que, no que diz respeito ao controlo da fronteira aérea, 793 cidadãos ucranianos saíram de Portugal em março e 1.495 durante o mês de abril.

Esta semana, o SEF deu conta que atribuiu, desde o início do conflito na Ucrânia, 33.106 pedidos de proteção temporária a ucranianos e cidadãos estrangeiros que residiam naquele país, 22.208 dos quais a mulheres e 10.898 a homens.

Segundo o SEF, os municípios que registam mais pedidos de proteção temporária continuam a ser Lisboa, Cascais, Sintra, distrito de Lisboa, Porto e Albufeira, distrito de Faro.

Dos 33.106 pedidos, o SEF emitiu 24.410 certificados de autorização de residência ao abrigo dedo regime proteção temporária.

Este certificado, emitido após o SNS, Segurança Social e Autoridade Tributária terem atribuído os respetivos números, é necessário para os refugiados começarem a trabalhar e acederem a apoios.

Os menores representam 11.410 do total de 33.106 proteções temporárias concedidas, dividindo-se entre acompanhados e não acompanhados.

O SEF já comunicou ao Ministério Público a situação de 526 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver “perigo atual ou iminente”.

O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos “perigo atual ou iminente”.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou cerca de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,4 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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