16 Setembro 2022, 13:23

PIB de Macau com descida anual de 63,8% no terceiro trimestre

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Macau, China, 20 nov 2020 (Lusa) – O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau registou uma descida anual de 63,8% no terceiro trimestre, um valor que atenuou a queda no trimestre precedente, que fora de 68%, foi hoje anunciado.


A economia de Macau, altamente dependente dos casinos e do turismo chinês, sofreu este ano com a queda a pique do número de visitantes, por causa da pandemia, num território que recebeu quase 40 milhões de turistas em 2019.


Segundo um comunicado da Direção dos Serviços de Estatística e Censos, para a melhoria dos resultados no terceiro trimestre contribuiu “o aumento do número de visitantes entrados, impulsionado pelo afrouxamento da política de restrições de viagens turísticas do Interior da China para Macau”, o que travou igualmente a quebra das exportações de serviços, “com um decréscimo anual de 87,5%”.


Com o levantamento das restrições de viagens turísticas do Interior da China para Macau, no final de agosto, o número de visitantes “aumentou 14 vezes”, face ao trimestre anterior.


Ainda assim, registaram-se “quedas de 93,6% nas exportações de serviços do jogo e de 87,9% nas exportações de outros serviços turísticos”, tendo as exportações de bens subido 252,2% no trimestre em análise, de acordo com o comunicado.


A procura interna também melhorou no último trimestre, com uma queda anual a rondar os 6,1%, “essencialmente devido à suavização da curva de queda da despesa de consumo privado”, pode ler-se na nota.


As importações de bens subiram 17,6%, enquanto as importações de serviços desceram 44,1%, informaram ainda os Serviços de Estatística e Censos.


No trimestre em análise, “o deflator implícito do PIB, que mede a variação global de preços, registou uma descida anual de 0,6%”, segundo a mesma fonte.


Na nota, aponta-se ainda que “o plano de subsídio de consumo” que o Governo lançou para combater os efeitos da crise originada com a pandemia “teve um efeito impulsionador, resultando no atenuamento para 8,4% da curva descendente da despesa de consumo final das famílias no mercado local”.


Simultaneamente, a despesa de consumo final das famílias no exterior, “devido às contínuas medidas de restrição de movimentos fronteiriços”, diminuiu 68,1%, enquanto a despesa de consumo privado sofreu uma queda anual de 16,7%.


Já a despesa de consumo final do Governo “ampliou-se de 16,3% no segundo trimestre para 18,6% no terceiro”, por causa “das despesas efetuadas com a prevenção da pandemia” e “das contínuas medidas de assistência financeira” lançadas pelo executivo, segundo a mesma fonte, que destacou ainda “os aumentos homólogos de 33,9% nas compras líquidas de bens e serviços e de 2,7% nas remunerações dos empregados”.


O investimento em ativos fixos registou um decréscimo anual de 5,6%, destacando-se a quebra de 10,3% no investimento no setor da construção.


O investimento em obras públicas desceu anualmente 18,7% e o investimento em equipamento caiu 28,2%, segundo a mesma fonte.


Já no setor privado, o investimento na construção baixou 7,2%, em termos anuais, enquanto o investimento em equipamento subiu 22,9%.


O comércio de mercadorias apresentou uma melhoria de comportamento, com aumentos anuais de 17,6% nas importações de bens e de 252,2% nas exportações.


“Nos primeiros três trimestres de 2020, a economia de Macau assinalou um decréscimo homólogo de 59,8% em termos reais, arrastado pelo impacto da pandemia”, apontaram ainda os Serviços de Estatística e Censos.


Quanto aos principais componentes das despesas do PIB, “a despesa de consumo final do governo e as exportações de bens aumentaram 13,4% e 75,4%, respetivamente”.


Em contrapartida, registaram-se “descidas de 18,1% na despesa de consumo privado, de 15,5% no investimento, de 12,6% nas importações de bens, de 41,3% nas importações de serviços e de 79,6% nas exportações de serviços, destacando-se a queda de 83,6% nas exportações de serviços do jogo”, conclui-se na nota.


Macau registou apenas 46 casos de covid-19 desde o início da pandemia, no final de janeiro, não tendo atualmente nenhum caso ativo. Apesar disso, continua a limitar a entrada de estrangeiros no território.



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Lusa/Fim

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