13 Maio 2022, 11:06

Polícia do Sri Lanka declara recolher obrigatório na capital devido a confrontos

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Colombo, 09 mai 2022 (Lusa) – A polícia do Sri Lanka declarou hoje recolher obrigatório por tempo indeterminado na capital do país, Colombo, na sequência de confrontos entre apoiantes do Governo e manifestantes que pediam a renúncia do Presidente, Gotabaya Rajapaksa.


As autoridades disseram que pelo menos 20 pessoas ficaram feridas quando defensores de Gotabaya Rajapaksa, armados com paus e bastões, atacaram manifestantes que estavam acampados frente à residência presidencial desde 09 de abril, avança a agência de notícias francesa AFP.


Os manifestantes iniciaram uma “Semana de Protestos”, exigindo a mudança de Governo e a renúncia do Presidente devido à pior crise económica da história do país.


O Presidente, de 72 anos, não é visto em público desde que dezenas de milhares de pessoas tentaram invadir a sua residência particular em Colombo, em 31 de março.


No domingo, o primeiro-ministro do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, irmão do Presidente, foi vaiado quando apareceu publicamente, pela primeira vez, desde o início dos protestos que também exigem a saída do governante.


O primeiro-ministro visitou um dos templos budistas mais sagrados, que abriga uma árvore secular, em Anuradhapura, tendo sido recebido por dezenas de homens e mulheres com cartazes a exigir que “os ladrões” fossem banidos da cidade santa, a 200 quilómetros a norte da capital Colombo.


Comandos da Força-Tarefa Especial (STF), fortemente armados, foram mobilizados enquanto a polícia desimpedia a estrada para a caravana de seis veículos de Rajapaksa.


Em comunicado, o Ministério da Defesa disse que os manifestantes se comportaram de maneira “provocativa e ameaçadora” e interromperam serviços essenciais.


O Governo impôs na sexta-feira um estado de emergência que dá ao exército poderes abrangentes para prender e deter pessoas.


Os habitantes do Sri Lanka têm vindo a sofrer, nos últimos meses, uma escassez de combustível e de alimentos e cortes de energia diários, estando o país à beira da falência, com uma dívida externa de cerca de 25 mil milhões de dólares (23 mil milhões de euros) e diminuição das reservas externas.



PMC (RCP)// NS


Lusa/Fim

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