06 Fevereiro 2023, 07:18

Portugal e Moçambique preparam novo programa de cooperação militar

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 28 jan 2021 (Lusa) – Portugal e Moçambique estão a estudar ações de formação que possam beneficiar as forças moçambicanas no novo programa de cooperação militar entre os dois países, disse hoje o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) português.


“Estamos a trabalhar com as autoridades moçambicanas para desenvolver novas ações de formação” que promovam “desempenhos operacionais acrescidos em termos das necessidades de Moçambique”, referiu o almirante António Silva Ribeiro, no final de uma visita de dois dias a Moçambique.


A visita a Maputo serviu para analisar “do ponto de vista técnico essas possibilidades de reforço da cooperação militar portuguesa em Moçambique”.


A deslocação sucede à do ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, em dezembro, para preparar o próximo programa quadro de cooperação militar.


Moçambique e Portugal têm um acordo de cooperação na área da defesa desde 1988.


Nesse âmbito, o programa em vigor arrancou em 2018 e termina em fevereiro, pelo que um novo acordo vai ser assinado “a breve prazo”, referiu o CEMGFA.


Uma equipa técnica vai permanecer na capital moçambicana para preparação do programa.


Gomes Cravinho sinalizou em dezembro, após encontros com as autoridades moçambicanas, que Portugal vai apoiar Moçambique na organização logística e capacitação de militares para fazer face a grupos rebeldes que têm protagonizado ataques armados na província de Cabo Delgado.


Segundo o governante português, a formação, a ser feita em Moçambique, vai abranger as forças de intervenção rápida, forças especiais, fuzileiros e militares da área do controlo aéreo tático, tendo sido definidas como “áreas de interesse específico” a ciberdefesa, a cartografia, a hidrografia e a cooperação industrial de defesa.


“Nós estamos a falar de uma missão não executiva. O que nós vamos fazer é dar apoio as autoridades moçambicanas para que elas possam exercer a sua soberania”, frisou na altura João Gomes Cravinho.



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