28 Outubro 2021, 00:26

Portugal paga menos 3.000 ME de juros que em 2015 e Governo acredita em novas subidas de ‘rating’

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 17 set 2021 (Lusa) — O ministro das Finanças, João Leão, espera que a subida do ‘rating’ de Portugal pela Moody’s seja seguida por outras agências e assinala que o país vai pagar, em 2021, menos 3.000 milhões de euros em juros que em 2015.


“Contamos que este seja um primeiro sinal e que agora seja seguido por melhorias de ‘rating’ da República portuguesa nos próximos tempos”, disse João Leão à Lusa em reação à decisão da Moody’s de subir a notação do ‘rating’ de Portugal de Baa3 para Baa2.


Destacando que a subida do ‘rating’ de Portugal hoje decidida pela Moody’s “é um sinal muito positivo da credibilidade do país”, João Leão sublinhou o facto de tal acontecer depois do “muito violento” e “muito significativo” impacto da pandemia na economia, considerando ainda “muito importante que o primeiro movimento pós-pandemia seja um movimento de melhoria do ‘rating'”.


“Esta melhoria do ‘rating’ ocorre passado um ano e meio depois do início da pandemia, uma fase que teve um forte impacto na economia portuguesa e que levou a um forte aumento da dívida publica, e por isso, neste contexto, esta primeira melhoria do ‘rating’ depois da pandemia tem um significado muito importante e é um sinal muito positivo”, destacou o ministro das Finanças.


João Leão destacou também o reflexo que esta subida tem nas condições de financiamento exemplificando, neste contexto, que em 2021, Portugal vai suportar quase menos 3 mil milhões de euros em juros do que pagou em 2015.


A decisão, referiu, contribuiu para reforçar ainda mais a confiança dos investidores e a credibilidade externa de Portugal, com impacto direto nos custos de financiamento das famílias, das empresas e do Estado.


A notação de Baa2 agora decidida pela Moody’s corresponde à classificação mais elevada atribuída à dívida soberana portuguesa por esta agência de notação financeira desde 2011.


João Leão sublinhou ainda o facto de a decisão da Moody’s, hoje conhecida, apresentar como fatores as perspetivas positivas para o crescimento da economia portuguesa, assente na utilização dos fundos do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e em medidas “sustentáveis e responsáveis.


A Moody’s valida ainda a solidez das opções de política económica e orçamental do Governo nos últimos anos, que permitiu a Portugal enfrentar a crise pandémica com capacidade orçamental.



LT // MSF


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário