06 Dezembro 2022, 19:51

PR da Guiné-Bissau determinado na luta contra corrupção e criminalidade transnacional

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bissau, 05 set 2022 (Lusa) — O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, está determinado em lutar contra a corrupção e a criminalidade transnacional, disse hoje o diretor-geral do Grupo Intergovernamental de Ação Contra o Branqueamento de Dinheiro na África Ocidental (GIABA), Edwin Harris.


“Constatamos que temos à frente deste país um homem determinado em lutar contra a corrupção e em apoiar a estabilidade e a segurança da região contra o crime transnacional”, afirmou Edwin Harris no final de um encontro com Umaro Sissoco Embaló, no Palácio da Presidência, em Bissau.


O novo diretor-geral do Grupo Intergovernamental de Ação Contra o Branqueamento de Dinheiro na África Ocidental (GIABA) iniciou hoje uma visita de trabalho à Guiné-Bissau, que se vai prolongar até quarta-feira.


Durante a sua estada em Bissau, Edwin Harris vai reunir-se com vários ministros do Governo, liderado por Nuno Gomes Nabiam, para os sensibilizar para uma “luta eficaz contra o crime financeiro, branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo”, afirmou.


“E também para trabalhar de forma estreita com o comité interministerial para ver como ultrapassar as lacunas reveladas pelos relatórios de avaliação mútua e de avaliação nacional dos riscos da Guiné-Bissau”, salientou.


Os relatórios revelaram algumas deficiências, mas segundo Edwin Harris, o Presidente guineense “exprimiu o seu compromisso em reforçar a prevenção”.


O presidente da Célula Nacional de Tratamento Financeiro (CENTIF) da Guiné-Bissau, Justino Sá, afirmou recentemente que o país é vulnerável ao financiamento do terrorismo e branqueamento de capitais.


“A Guiné-Bissau é um país vulnerável, permeável a esses flagelos. Um país onde não se vê a presença do Estado em todo o território nacional é um país de risco para que os criminosos aproveitem essa ausência do Estado para praticar atos ilícitos, como crime de tráfico de droga, que é um crime subjacente ao branqueamento de capitais associado ao aumento crescente do crime de corrupção na Guiné-Bissau”, afirmou num seminário para analisar aqueles flagelos.


No mesmo seminário, Justino Sá disse que mais de 80 milhões de euros escaparam ao Estado entre 2013 e 2018 devido a ações criminosas.


 


MSE // JH


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário