10 Setembro 2022, 11:56

PR de Cabo Verde defende em Lisboa “serenidade” e “inteligência” contra a crise

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 31 jul 2022 (Lusa) — O Presidente de Cabo Verde afirmou hoje, em Lisboa, que a crise “atinge fortemente” este país africano, defendendo em momentos como os atuais “serenidade” e “inteligência” para adaptar as políticas às “novas realidades emergentes”.


José Maria Neves falava aos jornalistas no final de uma visita à associação Moinho da Juventude, na Amadora, no âmbito da visita oficial a Portugal, a primeira como Presidente da República, que começou quinta-feira e termina hoje.


“A crise atinge fortemente Cabo Verde”, que é “um país muito sensível e muito vulnerável a choques externos, para além das mudanças climáticas que desde há muito tempo têm tido um impacto muito forte, as secas prolongadas, agora mais prologadas, mais severas, mais extremas”.


E acrescentou: “Há a devastação provocada pela covid e a instabilidade internacional, particularmente pela guerra na Ucrânia”.


“O momento é difícil, é complexo, tem trazido desemprego, mais desigualdade, mais pobreza”, afirmou.


José Maria Neves defendeu: “Nesses momentos de transição, de rutura, nesses momentos disruptivos, temos de ter a serenidade, a capacidade e a inteligência de fazer a melhor leitura e de ir adaptando as políticas às novas realidades emergentes”.


Para o chefe de Estado, “o país está a tomar medidas para mitigar os efeitos da seca, dos maus anos agrícolas”.


“Estão a ser tomadas medidas para mitigar os efeitos da crise, ao mesmo tempo que temos de pensar a tomar a médio e longo prazo para criar as condições para diversificar a nossa economia para garantir a saída da crise a criação de condições para acelerar o ritmo de transformação do país no pós-crise”, disse.


E avançou: “O momento é difícil, é complexo. Há por parte do Governo um conjunto de medidas para fazer face à situação; há parcerias da comunidade internacional e também temos de continuar a procurar os entendimentos e consensos para fazermos a ponte com o futuro”.



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