17 Setembro 2021, 20:50

PR moçambicano e líder da Renamo reiteram empenho na paz

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 23 jun 2021 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, principal partido da oposição), Ossufo Momade, reiteraram o empenho na consolidação da paz no país, após um encontro para rever os acordos assinados há quase dois anos.


“As partes continuam firmemente empenhadas na construção da paz em Moçambique, pois será pela paz que o nosso país prosperará”, lê-se num comunicado da Presidência da República hoje divulgado sobre o encontro realizado na terça-feira.


Os dois dirigentes passaram em revista “os progressos na implementação do Acordo de Maputo para a Paz e Reconciliação Nacional”, assinado em agosto de 2019, e “discutiram vários pontos importantes que irão consolidar ainda mais o espírito do Acordo” no futuro do país.


O Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) já abrangeu 2.307 ex-combatentes da Renamo, “começando agora a sua reintegração na sociedade”. 


O processo segue uma rota de “progresso continuado”, apesar dos desafios “impostos pela pandemia da covid-19”, que é “testemunho do desejo coletivo das partes de alcançar a paz”.


Nyusi e Momade dizem-se empenhados em “assegurar que os restantes combatentes sejam totalmente desarmados e desmobilizados”, voltando a lançar o convite ao grupo dissidente de Mariano Nhongo – a autoproclamada Junta Militar da Renamo – para se juntar ao DDR.


O Presidente moçambicano e o líder da oposição reconhecem a necessidade de “assegurar que os esforços realizados até à data sejam sustentáveis, o que exigirá um compromisso renovado para apoiar a reintegração dos já desmobilizados”.


O comunicado promete trabalho conjunto para “assegurar que eles [ex-combatentes] possam realizar o seu potencial”.


“As partes acordaram iniciar o processo de integração dos ex-combatentes da Renamo na Polícia da República de Moçambique, conforme acordado no Memorando de Entendimento e como elemento de consolidação da reconciliação nacional”, conclui o comunicado.



LFO // JH


Lusa/fim


 

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