23 Dezembro 2022, 18:55

Prémios de jornalismo de Hong Kong voltam a ser atribuídos por ONG e escola dos EUA

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Banguecoque, 09 dez 2022 (Lusa) – Uma organização não-governamental (ONG) e uma universidade dos Estados Unidos anunciaram hoje que vão voltar a atribuir os prémios de jornalismo em direitos humanos, anteriormente atribuídos pelo Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong.


A ONG Human Rights Watch e a Escola Walter Cronkite de Jornalismo e Comunicação da Universidade do Arizona fizeram o anúncio por ocasião do dia mundial dos Direitos Humanos, a assinalar no sábado, de acordo com um comunicado da ONG.


O período de candidatura aos prémios vai decorrer até 01 de fevereiro.


O Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong (FCCHK, na sigla em inglês) suspendeu a atribuição dos prémios, que reconheciam os melhores trabalhos sobre direitos humanos na Ásia, depois de Pequim ter imposto a lei de segurança nacional na região semiautónoma, em junho de 2020.


A lei, que abafou qualquer dissidência, prevê penas de prisão perpétua para casos de secessão, terrorismo ou conluio com forças estrangeiras, entre outros.


Estes prémios têm “uma longa e distinta história de reconhecimento de reportagens excecionais sobre questões de direitos humanos na Ásia”, referiu a Human Rights Watch.


Entre os vencedores anteriores conta-se a jornalista filipina e vencedora do Prémio Nobel Maria Ressa e o fotojornalista Marcus Yam, vencedor do Prémio Pulitzer deste ano.


A Human Rights Watch prometeu “continuar a tradição de reconhecer, recompensar e apoiar grandes reportagens sobre questões de direitos humanos, especialmente neste momento crítico na Ásia”, disse a diretora executiva em exercício da ONG, Tirana Hassan.


O objetivo dos prémios é aumentar o respeito pelos direitos básicos das pessoas e concentrar a atenção nas ameaças a essas liberdades.


Para a Escola Cronkite, o “objetivo é ser uma força global de mudança” e “esta parceria com a Human Rights Watch enquadra-se nessa missão, ao proporcionar uma base sólida para os prémios (…) no segundo quarto de século”, disse o reitor Battinto L. Batts, Jr..


Os vencedores de 2023 vão ser anunciados a 03 de maio, dia mundial da Liberdade de Imprensa.


A Human Rights Watch e a Escola Cronkite vão também apresentar os vencedores deste ano, que não foram formalmente reconhecidos, na sequência do cancelamento dos prémios em Hong Kong.


Os prémios são atribuídos em 16 categorias, que vão desde notícias de última hora a comentários e incluem todos os meios: escrita, fotografia, vídeo, áudio, e multimédia. As candidaturas podem ser apresentadas em inglês ou em chinês.



EJ // VQ


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário