13 Maio 2022, 17:55

Presidente da República condecorou Associação Cristã de Empresários e Gestores

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 06 mai 2022 (Lusa) — O Presidente da República condecorou hoje a Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) com a Ordem do Mérito, felicitando-a pelos seus 70 anos “de luta por Portugal”.


Na sessão de abertura do VII Congresso Nacional da ACEGE, que celebra este ano o seu 70.º aniversário, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que “o melhor galardão para cada um dos cristãos, para cada um dos crentes, é a noção de viver cada dia nessa procura da eternidade com os outros e pelos outros”.


“O galardão supremo, esse, só pode ser dado pelo Senhor da vida e da morte, e não por qualquer um de nós. Seja como for, por estes 70 anos e o que significaram de luta por Portugal, por um Portugal diferente e melhor, vos vou entregar as insígnias de membro honorário da Ordem do Mérito, em nome de Portugal”, anunciou o Presidente da República, perante os aplausos da plateia que se encontrava no auditório Cardeal Medeiros, na Universidade Católica, em Lisboa, antes de entregar as insígnias ao presidente da ACEGE, João Pedro Tavares.


No discurso que proferiu, Marcelo Rebelo de Sousa disse que, “como católico”, mas também como “cidadão e como Presidente da República de todos, com ou sem fé, com todas as crenças existentes ou aventáveis”, se sentia “muito orgulhoso” com os “70 anos de vida” da ACEGE.


“70 anos que foram e são obra, em que a ACEGE representou o catolicismo pioneiro, na viragem para uma nova liderança empresarial, num difícil contexto económico, social e institucional. Depois, o anúncio do reformismo e das ruturas, depois a gestão da revolução e do pós-revolução, depois a voz de um outro reformismo dando força à sociedade civil, e sempre a convergência da liberdade com o empenho social, constante elevador ao serviço das pessoas”, afirmou.


O chefe de Estado considerou que todos esses desígnios foram difíceis “numa pátria em que a monarquia absoluta durou do quase início da sua história até ao quase final do século XX, e os poderes públicos mais gostaram do cristianismo feito Igreja quando o puderam abraçar para o poderem vigiar e arregimentar, ou então dele desgostaram, amiúde, por dele precisarem na obra social, mas não o apreciarem na independência crítica ou na clivagem de valores”.


Retraçando os 70 anos que decorreram desde a fundação da ACEGE, em 1952, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que o mundo passou de um “mundo bipolar”, para a “crença do unipolarismo norte-americano” e, após a crise financeira na zona euro, “em busca do multilateralismo”.


“Hoje, nem bipolarismo nem multilateralismo, uma querela ainda não resolvida pelos poderes globais, com guerra quente e já não só fria, uma Europa a reencontrar-se no meio dessa querela, Portugal a viver em trânsito rapidíssimo fases inéditas, na política, na economia, na sociedade, nos costumes”, indicou.


Dirigindo-se à plateia, o Presidente da República referiu que, “70 anos volvidos, a luta continua, a luta no tempo, ao serviço de valores que o ultrapassam”.


“Essa luta chama-se hoje mais dignidade das pessoas, mais crescimento com mais emprego e menos pobreza, mais inovação e menos desigualdades, mais conhecimento e menos ignorância, mais lugar para os jovens entre nós e menos contra subjetivo ou objetivo à sua partida, mais inclusão de quem nos chega, e menos esquecimento dos nossos que partiram e lá longe cultivam a fidelidade às raízes”, afirmou.


Marcelo considerou que essa “é sempre a mesma luta personalista, ou seja, humanista com Deus, embora ecuménica para com outras visões de Deus, ou outros humanismos sem Deus”.


Antes de discursar, Marcelo Rebelo de Sousa subiu ao palco para, em conjunto com o presidente da ACEGE, João Pedro Tavares, homenagear vários associados de longa data da associação, que celebra este ano o seu 70.º aniversário.



TA // JPS


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