04 Julho 2022, 20:04

Presidente da República manifesta pesar e considera que não há mais nada a dizer sobre Rendeiro

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 13 mai 2022 (Lusa) — O Presidente da República manifestou hoje pesar pela morte do antigo presidente do BPP João Rendeiro numa prisão na África do Sul e considerou que não há mais nada a dizer neste momento.


“Qualquer pessoa não pode deixar de lamentar e manifestar o seu pesar por aquilo que foi noticiado. É o que se pode dizer, não se pode dizer mais nada”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.


O chefe de Estado, que respondia a perguntas da comunicação social na varanda do Palácio de Belém, escusou-se a falar mais sobre este assunto.


Interrogado se a Presidência da República recebeu informações sobre a morte de João Rendeiro, retorquiu: “Eu acho que, por respeito pela pessoa e pela situação e circunstâncias da morte, não há mais nada a dizer, mais nada”.


Marcelo Rebelo de Sousa também não quis fazer comentários sobre a atuação da justiça neste caso, defendendo que, perante “uma situação limite, como é sempre a situação da morte no seu contraste da vida, não há mais nada que se deva dizer neste momento”.


O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) João Rendeiro estava detido na África do Sul desde 11 de dezembro do ano passado, após três meses de fuga para não cumprir pena em Portugal.


June Marks, sua advogada na África do Sul, disse hoje que João Rendeiro foi encontrado morto na prisão de Westville, na quinta-feira à noite, véspera de uma sessão preparatória para o julgamento do processo de extradição para Portugal, previsto para 13 a 30 de junho.


As autoridades sul-africanas estão a investigar as circunstâncias da sua morte.


João Rendeiro foi condenado em Portugal em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros.


O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado.


IEL // SF


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