02 Dezembro 2021, 18:55

Presidente da SADC promete que a organização “não vai vacilar” na defesa dos seus povos

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 22 mar 2021 (Lusa) – O chefe de Estado moçambicano e presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) prometeu hoje, durante o funeral de John Magufuli, que a organização sub-regional “não vai vacilar” na defesa dos seus povos.


“Perante o teu corpo, nós os teus colegas da SADC, não vacilaremos na defesa da honra dos nossos povos e na luta pelo seu bem-estar”, declarou Filipe Nyusi, num elogio fúnebre em Dodoma, capital da Tanzânia, na sequência da morte do Presidente John Magufuli, na semana passada.


Nyusi destacou o compromisso que John Magufuli mostrou durante o período que liderou a SADC, considerando que o falecido Presidente tanzaniano desenhou instrumentos programáticos para “impulsionar o desenvolvimento inclusivo” da organização.


“Serás recordado como dirigente dedicado, nas tuas firmes convicções construídas a pensar em cada um dos tanzanianos, a pensar nos africanos”, referiu Filipe Nyusi, acrescentando que “calou-se a voz de um governante que trilhou os passos dos seus antecessores na defesa dos mais nobres interesses do povo”.


John Magufuli morreu na semana passada, aos 61 anos, vítima de uma doença cardíaca de que sofria há 10 anos, informou a então vice-presidente.


Reeleito em outubro, Magufuli, apelidado de “Bulldozer”, chegou ao poder em 2015, prometendo combater a corrupção.


Há semanas que circulavam rumores sobre a saúde de Magufuli, que davam conta de que teria procurado ajuda médica no estrangeiro, depois de ter sido infetado com o novo coronavírus, de acordo com a oposição no país.


Magufuli era um dos mais proeminentes negacionistas africanos da covid-19, tendo afirmado que a Tanzânia estava “livre” da doença, em virtude das orações dos tanzanianos.


A Tanzânia não publica quaisquer números oficiais sobre a doença desde o final de abril de 2020, tendo deixado o número de infeções estagnado em 509, 21 das quais terminaram em mortes.



EYAC // LFS


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