29 Junho 2022, 22:25

Presidente do Senado brasileiro diz que privatizar a Petrobras não é prioridade

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

São Paulo, 12 mai 2022 (Lusa) – O presidente do Senado brasileiro, Rodrigo Pacheco, afirmou hoje que a possível privatização da petrolífera estatal Petrobras, proposta pelo Governo, não é uma prioridade neste momento no Congresso.


“Não considero que esse assunto esteja no radar ou na mesa de negociações neste momento, até porque o momento não é o mais oportuno”, disse o presidente do Senado, em declarações a jornalistas em que fez referência à proximidade das eleições presidenciais de outubro no Brasil.


Pacheco acrescentou que o momento económico para a discussão sobre a privatização da maior empresa do Brasil também não está certo porque, diante da crise global, os ativos estão se desvalorizando nos mercados e os investidores estão sem interesse.


“Não é uma medida para ser votada rapidamente. Privatizar a Petrobras vai exigir muito tempo, negociação e diálogo, incluindo toda a sociedade, porque é o maior património nacional”, acrescentou.


Pacheco praticamente enterrou a ideia do Governo de acelerar a venda do controlo da petrolífera, proposta pelo novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, no discurso que fez na quarta-feira ao assumir o cargo e que reiterou hoje num pronunciamento aos ‘media’ locais.


A privatização da Petrobras precisa ser aprovada pelo Congresso, onde há muita resistência ao projeto, mesmo entre parlamentares pró-governo.


Segundo Pacheco, apesar da crise gerada pelo aumento dos preços dos combustíveis e os questionáveis lucros recordes anunciados pela petrolífera, “devemos reconhecer que a Petrobras é um ativo nacional e uma empresa de muito sucesso que precisa ser valorizada”.


Da mesma forma, para os analistas, a proposta de privatização da Petrobras, que o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e vários de seus ministros anunciam repetidamente, é apenas uma estratégia eleitoral para culpar a empresa pelo aumento dos preços dos combustíveis.


Na quarta-feira, Bolsonaro substituiu o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque depois de criticá-lo publicamente por permitir que a petrolífera Petrobras anunciasse um novo aumento do preço dos combustíveis.


A Petrobras, que tem uma política de paridade de preços internacionais do petróleo bruto no mercado brasileiro, anunciou um novo aumento do diesel, principal combustível utilizado por camiões no Brasil, num reajuste que ainda pode pressionar mais a inflação crescente, que já ultrapassou 12%, cinco meses antes das eleições presidenciais.



CYR // LFS


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