07 Julho 2022, 00:18

Primeira reunião entre PM espanhol e novo líder da oposição foi inconclusiva

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Madrid, 07 abr 2022 (Lusa) – A primeira reunião entre o primeiro-ministro socialista espanhol, Pedro Sánchez, e o novo líder do Partido Popular (direita), o maior da oposição, Alberto Núñez Feijóo, teve lugar hoje sem que tivessem chegado a um acordo sobre os temas discutidos.


No encontro que abre uma nova etapa depois da substituição de Pablo Casado como líder do Partido Popular (PP), as duas partes foram incapazes de se aproximar nos temas em que o executivo tinha proposto acordos: política económica, política externa ou para a renovação do poder judicial.


Apesar da afirmação da intenção de chegar a um entendimento, na reunião foram apresentadas receitas diferentes para lidar com a inflação em alta e a crise económica agravada pela guerra na Ucrânia, uma vez que o PP pediu uma diminuição dos impostos e cortes nas despesas supérfluas, enquanto o Governo advertiu que “desarmar” o Estado social seria “suicida”.


Pedro Sánchez procurou compromissos em diversos temas, incluindo a renovação do Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ), bem como do Tribunal Constitucional, para além de um pacto para o plano de resposta nacional à guerra na Ucrânia, e o apoio do PP aos esforços do governo na União Europeia para baixar o preço da eletricidade e a gestão dos fundos europeus.


Feijóo já tinha anunciado na quarta-feira que iria pedir uma redução imediata do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares como condição para apoiar o pacote de medidas para enfrentar a guerra, que ele considera um “remendo” com um título “falacioso”.


O presidente do PP lamentou a falta de resultados da reunião: “Foi muito menos frutuosa do que eu gostaria. Não posso dar nenhuma boa notícia”, disse.


Feijóo explicou, numa conferência de imprensa, que a reunião tinha sido “muito cordial” mas, no entanto, não tinham chegado a acordo sobre medidas adicionais para aliviar a situação da crise económica, para além do decreto já aprovado pelo Governo.


O líder do PP também criticou o facto de a reunião se ter realizado sem uma agenda previamente conhecida ou, pelo menos, sem um mínimo de documentação que permitisse obter esclarecimentos adicionais sobre as questões a tratar.



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