27 Janeiro 2022, 23:21

Primeiro-ministro da Macedónia do Norte anuncia demissão

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Skopje, 22 dez 2021 (Lusa) — O primeiro-ministro da Macedónia do Norte, Zoran Zaev, demitiu-se hoje formalmente do cargo, uma decisão já anunciada na sequência da pesada derrota do seu Partido social-democrata (SDPM) nas eleições locais de outubro.


Zaev será substituído por um antigo vice-ministro das Finanças, Dimitar Kovachevski, eleito novo líder do partido em 13 de dezembro, e após Zaev também se ter escusado em manter a liderança dos sociais-democratas.


“Os resultados das últimas eleições, apesar de locais, tiveram um pesado significado no atual momento político em que o país se encontra”, disse Zaev numa carta onde justifica a sua resignação.


O parlamento da Macedónia do Norte deverá aceitar formalmente a demissão de Zaev na quinta-feira.


Nos próximos dez dias, o Presidente Stevo Pendarovski deverá mandatar a coligação liderada pelos sociais-democratas, que garante a maioria no parlamento de 120 lugares, para a formação de novo Governo.


Os sociais-democratas asseguraram a maioria no hemiciclo, evitando eleições antecipadas, após promoverem um acordo com um pequeno partido da minoria albanesa e assegurarem o controlo de 64 lugares.


Após receber o mandato, Kovachevski, 47 anos, terá 20 dias para apresentar no parlamento um novo Governo, que deverá ser legitimado em meados de janeiro.


Zaev liderava o SDPM desde 2013 e assumia o cargo de primeiro-ministro desde 2016. Assegurou a integração da Macedónia do Norte na NATO após o fim da disputa de décadas com a vizinha Grécia em torno do nome do país.


No entanto, não garantiu progressos nas suas ambições de adesão à União Europeia, em particular devido a um contencioso histórico com a Bulgária, outro país vizinho e também membro da UE.


Hoje, Zaev considerou que o acordo com a Grécia “permitiu assegurar uma paz duradoura, segurança, e criou as condições para o bem-estar económico do povo”.


O VMRO-DPMNE, centro-direita e o principal partido da oposição, insiste em eleições antecipadas e considera que o novo Executivo apenas deve garantir legitimidade através do voto.


PCR//RBF


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