25 Setembro 2022, 06:21

Primeiros petroleiros em três meses chegam a Hodeida

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Hodeida, Iémen, 04 abr 2022 (Lusa) — Dois petroleiros chegaram nas últimas 24 horas a Hodeida, no Iémen, os primeiros em três meses, dois dias depois da entrada em vigor de uma trégua no país em guerra, anunciaram hoje os rebeldes que controlaram a área.


O conflito no Iémen iniciado em 2014 opõe as forças leais ao governo, ajudadas desde 2015 por uma coligação militar liderada pela vizinha Arábia Saudita, contra os Huthis, apoiados pelo Irão, rival de Riade.


A coligação, que inclui os Emirados Árabes Unidos, controla o espaço aéreo e marítimo do Iémen, o que afeta as zonas controladas pelos rebeldes, como a capital Sanaa e o porto de Hodeida, essenciais para a entrada de importações e ajuda humanitária.


“O petroleiro ‘César’ acaba de chegar ao porto de Hodeida depois de ter sido apreendido durante 32 dias”, anunciou hoje de manhã a Companhia Petrolífera do Iémen, a petrolífera estatal.


No domingo, a mesma fonte havia anunciado a chegada de um primeiro petroleiro.


Os dois navios estão entre os 18 que a coligação saudita vai permitir entrarem em Hodeida, como parte da trégua de dois meses estabelecida pelas Nações Unidas que entrou em vigor no sábado.


As regiões que os Huthis controlam, principalmente no norte e oeste do país, sofrem há meses com a falta de combustível.


De acordo com Essam Al-Moutawakel, porta-voz da Companhia Petrolífera do Iémen, o combustível transportado pelos navios autorizados não será suficiente para “parar completamente a crise porque a necessidade de combustível é muito grande”.


No entanto, pode “atenuar a gravidade desta crise”, disse em declarações à agência France-Press.


A guerra no Iémen causou uma das piores tragédias humanitárias do mundo e mais de 200.000 mortos, além de milhões de deslocados. Grande parte da população enfrenta grave insegurança alimentar.


A trégua prevê ainda a permissão de dois voos comerciais por semana de e para o aeroporto de Sanaa, pela primeira vez desde 2016.



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