13 Maio 2022, 12:06

Principais prémios do IndieLisboa para filmes “Mato Seco em Chamas” e “Medusa”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 08 mai 2022 (Lusa) – O filme “Mato Seco em Chamas”, dos realizadores Adirley Queirós e Joana Pimenta, sobre as diferenças sociais na sociedade brasileira, conquistou hoje o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa do festival de cinema IndieLisboa, anunciou a organização.


O mesmo filme recebeu também o Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa, segundo o palmarés desta 19.ª edição, que esteve a decorrer desde 28 de abril no cinema São Jorge, na Culturgest, na Cinemateca Portuguesa e no Cinema Ideal.


O júri da Competição Internacional premiou ainda “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, com o Prémio Especial do Júri Canais TVCine, enquanto o Prémio Melhor Realização para Longa Metragem Portuguesa NOVA Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) foi para “O Trio em Mi Bemol”, de Rita Azevedo Gomes.


Nas curtas, o Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta-Metragem Portuguesa foi atribuído a “Domy + Ailucha, Cenas Kets!”, de Ico Costa, enquanto o Grande Prémio de Curta-Metragem EMEL foi entregue a dois filmes: “Mistida”, de Falcão Nhaga, e “The Parent’s Room”, de Diego Marcon.


“Um Caroço de Abacate”, de Ary Zara, ficou com o Prémio Novo Talento The Yellow Color, e na música o vencedor do IndieMusic foi “Love, Deutschmarks and Death”, de Cem Kaya, enquanto o Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem foi atribuído em ex-aequo a “Cette Maison”, de Miryam Charles, e “Nous, Étudiants!”, de Rafiki Fariala.


Na secção dedicada aos realizadores mais jovens, “Tindergraf”, de Júlia Barata, venceu o Prémio Novíssimos Betclic.


O Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa entregou ainda uma Menção Especial a “El Gran Movimiento”, de Kiro Russo.


Quanto ao Prémio Melhor Curta de Documentário foi para “Urban Solutions”, de Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tummescheit, e Vinícius Lopes, e o Prémio Melhor Curta de Ficção coube ao filme “Escasso”, de Gabriela Gaia Meirelles e Clara Anastácia.


Houve ainda uma menção especial do Prémio Melhor Realização para Longa Metragem Portuguesa NOVA FCSH para “Périphérique Nord”, de Paulo Carneiro, e também no Prémio Novíssimos Betclic houve uma Menção Especial para “Mapa”, de Lourenço Crespo.


Relativamente ao Prémio Silvestre para Melhor Curta-Metragem foi atribuído a “Constant”, de Sasha Litvintseva e Beny Wagner, entregando também uma Menção Especial a “Churchill, Polar Bear Town”, de Annabelle Amoros.


O Prémio Amnistia Internacional foi para “Urban Solutions”, de Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tummescheit e Vinícius Lopes, e o Prémio Árvore da Vida foi arrecadado por “A Viagem ao Sol”, de Ansgar Schaefer e Susana de Sousa Dias, dando ainda origem a uma menção especial para “Águas do Pastaza”, de Inês T. Alves.


Já o Prémio do Público – Longa Metragem foi para “Cesária Évora”, de Ana Sofia Fonseca, e o Prémio do Público – Curta Metragem foi para “Um Caroço de Abacate”, de Ary Zara, enquanto o Prémio do Público – IndieJúnior foi para “Luce e o Rochedo”, de Britt Raes.


Este ano, o IndieLisboa contou com cerca de 250 filmes e a mais extensa competição nacional de sempre de longas-metragens, com várias obras já estreadas em festivais estrangeiros.


A retrospetiva deste ano foi dedicada à realizadora norte-americana Doris Wishman, “pioneira da ‘sexploitation’ feminina no cinema”, autora de filmes “audaciosamente eróticos e de caráter protofeminista”, que morreu em 2002.


O festival termina na noite de hoje, com a ante-estreia nacional do filme “A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky”, e regressará em 2023, de 27 de abril a 07 de maio.



AG (SS) // MCL


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