06 Dezembro 2022, 15:23

“Projeto olímpico deve alargar-se a mais modalidades nos próximos ciclos” – Secretário da Juventude e do Desporto

Filipa Júlio Administrator

O aumento, para valores históricos, do financiamento do Programa de Preparação Olímpica e Paralímpica para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos – Paris 2024, tem o intuito “de atualizar as bolsas dos atletas, e treinadores, do projeto olímpico e paralímpico, como não acontecia desde 2009” e contribuir para que possam “participar em mais competições internacionais, aumentando a probabilidade de qualificação para os Jogos Olímpicos”, disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, ao Mundo Atual.

PUB – CONTINUE A LER A SEGUIR



O Conselho de Ministros aprovou um aumento de valores históricos para o financiamento do Programa de Preparação Olímpica e Paralímpica para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos – Paris 2024.

Do valor total de 31,2 milhões de euros, a preparação olímpica cresce 18,4% face ao ciclo anterior, com um apoio de 22 milhões de euros para os quatro anos do ciclo olímpico contra os 18,55 milhões de euros atribuídos ao período referente a Tóquio 2020.

No que concerne ao desporto paralímpico, o aumento é ainda maior, fixando-se nos 32,9%, com um apoio de 9,2 milhões de euros para os quatro anos do ciclo paralímpico contra os 6,92 milhões de euros atribuídos a Tóquio 2020.

“Este aumento pretende, em primeiro lugar, atualizar as bolsas dos atletas, e respetivos treinadores, que entram no projeto olímpico e paralímpico, o que não acontecia desde 2009”, começou por sublinhar, ao Mundo Atual, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia.

Está também nas expectativas do governo contribuir para “a participação dos atletas num maior número de competições internacionais que aumentem a probabilidade de qualificação para os Jogos Olímpicos”.

Por outro lado, “os recentes resultados obtidos por atletas portugueses em modalidades nas quais não se registam conquistas internacionais nos últimos anos”, tornam “expectável que o projeto seja alargado, nos próximos ciclos olímpicos, para além das 17 modalidades em que Portugal se fez representar em Tóquio 2020”.

“O aumento do financiamento, para valores históricos, pretende ajudar esses jovens promissores a converterem-se em atletas olímpicos”, frisou.

O governante reconhece que “as modalidades com mais atletas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos são as que sairão mais beneficiadas”, mas ressalva que “o aumento do financiamento permite já investir nas esperanças para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e também de Brisbane 2032”.

Presidente do Comité Olímpico, José Manuel Constantino:
“Os critérios vão ser mais rigorosos”

Para o presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, “o valor agora aprovado vai permitir uma atualização das bolsas concedidas a atletas e treinadores integrados no Programa”, mas ressalva que no respeitante ao apoio às Federações Desportivas, “o aumento nominal pode não corresponder a um aumento real”. O motivo prende-se com “a evolução negativa dos preços das duas principais rubricas que consomem essa dotação, ou seja, alojamentos e transportes, para as competições de apuramento, os quais tiveram um aumento de custos não inferior a 30% e, nalguns casos, até de 70%”.

De acordo com o responsável, “a evolução da conjuntura económica vai ajudar a perceber se o aumento verificado foi ou não observado e em que percentagem pelo aumento dos bens e serviços adquiridos”

Instado a referir se o valor corresponde às necessidades, José Manuel Constantino considera que “só o futuro permitirá responder com segurança”, mas adianta que “a expetativa é de que não comprometa e melhore aquelas que são as necessidades fundamentais do processo de preparação desportiva”.

Sobre o Programa das Esperanças Olímpicas, o dirigente entende que “um ano sem qualquer apoio obrigou a uma paragem no que era um programa sequencial em relação ao ciclo olímpico anterior”, mas sublinha que “importa agora recuperar o tempo que se perdeu para minimizar efeitos da ausência de progressividade na preparação dos jovens atletas”.

O responsável salientou ainda que “os critérios de acesso vão ser mais rigorosos”, pelo que é necessário “aguardar para verificar se serão mais ou menos os atletas que os cumprem e em que modalidades”.

O que garantidamente permitem estes apoios é “prestar mais apoios a atletas, treinadores e federações desportivas”.

Aumento histórico quer afirmar mais Portugal 

Nos Jogos de Tóquio, adiados um ano devido à pandemia de covid-19, foram aprovados 18,55 milhões de euros para olímpicos – reforçados em quatro ME por causa do adiamento -, face a 22 milhões desta feita, e no paralímpico a verba cresce de 6,92 milhões, com um acréscimo de 1,2 ME, para 9,2 milhões.

No comunicado do Conselho de Ministros, pode ler-se que “as verbas para os programas olímpico e paralímpico incluem os montantes já previstos para este ano de 2022, aprovados por Resolução de dezembro de 2021, que agora são considerados para a execução de Paris 2024”.

“O Programa de Preparação Olímpica é amplamente reconhecido pela sua importância em garantir condições especiais aos nossos melhores atletas, assumindo-se como um instrumento de apoio às políticas públicas para o desporto, num subsistema tão exigente como é o da competitividade internacional no alto rendimento”, refere o documento.

“Este aumento histórico representa uma aposta do Governo para afirmar, ainda mais, Portugal no panorama desportivo internacional, reconhecendo os resultados alcançados em Tóquio 2020 (quatro medalhas)”, indica o comunicado.

Agora que chegou aqui…

Ao longo do último ano, o MUNDO ATUAL tem conquistado cada vez mais leitores.
Nunca quisemos limitar o acesso aos nossos conteúdos, ao contrário do que fazem outros órgãos de comunicação, e mantivemos sempre todas as notícias, reportagens e entrevistas abertas para que todos as pudessem ler.
Mas precisamos do seu apoio. Para que possamos, diariamente, continuar a oferecer-lhe a melhor informação, não só nacional como local, assim como para podermos fazer mais reportagens e entrevistas do seu interesse.
O MUNDO ATUAL é um órgão de comunicação social independente e isento. E acreditamos que para que possamos continuar o nosso caminho, que tem sido de sucesso e de reconhecimento, é importante que nos possa ajudar neste caminho que iniciámos há um ano.
Desta forma, por tão pouco, com apenas 1€, pode apoiar o MUNDO ATUAL.

Obrigado!

Sem comentários

deixar um comentário