27 Setembro 2021, 13:27

PS considera que PSD «não está confortável» com candidato ao Porto

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O secretário-geral adjunto do PS considerou hoje que o PSD “não está confortável com a escolha que fez” para a Câmara do Porto, depois de o presidente social-democrata ter acusado os socialistas de desistirem de ganhar.

“Mostra que o PSD não está confortável com a escolha que fez e está com medo do candidato ou candidata que venha a aparecer do PS”, disse José Luís Carneiro à margem de uma reunião com o reitor da Universidade do Porto (UP), depois de confrontado com declarações do presidente do PSD, Rui Rio.

A 14 de maio, o presidente do PSD acusou o PS de desistir de ganhar no Porto e de ir a jogo “com as reservas” nas autárquicas porque o líder socialista “apoia Rui Moreira”, o independente à frente da Câmara desde 2013.

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“Nestas eleições do Porto em 2021, o PSD tem uma responsabilidade acrescida. O PS desistiu de ganhar o Porto, porque António Costa [líder do PS], na prática, apoia Rui Moreira [independente e atual presidente da Câmara] e, por isso, o PS nesta eleição vai apenas fazer figura de corpo presente”, disse Rui Rio, na ocasião.

No Porto, e numa cerimónia dedicada à candidatura de Vladimiro Feliz à Câmara nas autárquicas deste ano, Rui Rio acusou o PS, que ainda não apresentou candidato, de “só querer dificultar a vida ao PSD”.

O secretário-geral adjunto afirmou que o PS é um “grande partido” e quando vai a eleições vai para ganhar, ambição transversal a todas as câmaras do País.

“O PS quando vai a jogo vai para ganhar”, sublinhou.

Sem revelar se será ou não candidato pelo PS à autarquia do Porto, José Luís Carneiro reforçou que a escolha dos candidatos socialistas “reveste-se de grande importância e significado” no Porto e em qualquer cidade do País.

“O diálogo com a estrutura local e federativa tem sido frutífero e, portanto, saíra uma equipa mobilizada para servir a região e concelho [Porto]”, vincou.

O socialista assinalou que as autarquias são decisivas na articulação com o Governo para relançar a economia e as condições de vida das populações.

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