19 Janeiro 2022, 20:13

PS quer até 2026 dívida inferior a 110% e aumentar rendimento médio do trabalho em 20%

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O programa eleitoral do PS prevê que até 2026 a dívida pública se reduza para valor inferior a 110% do Produto Interno Bruto (PIB) e que se assista um aumento médio do rendimento dos trabalhadores em 20%.

Estas são duas das 12 principais metas que os socialistas assumem até ao final da próxima legislatura e que foram apresentadas pela dirigente do PS Mariana Vieira da Silva, durante uma sessão que contou com a presença do secretário-geral do PS, António Costa, no Parque Mayer, em Lisboa.

Em termos de objetivos de convergência com a União Europeia, o PS, se vencer as próximas eleições, coloca como fasquia crescer por ano em média 0,5 pontos percentuais acima da média dos 27 Estados-membros e um ponto percentual acima da zona euro.

No capítulo das “contas certas”, o PS quer reduzir, “no mínimo, até 2026, o peso da dívida pública no PIB para valores inferiores a 110%”.

“Aumentar até 2026 o peso das remunerações no PIB em três pontos percentuais para atingir o valor médio da União Europeia”, ou seja, “aumentar o rendimento médio por trabalhador em 20% entre 2022 e 2026” é outra das promessas do PS.

Ainda no domínio económico, o PS assume como desígnio aumentar em 25% face a 2017 o número de empresas nacionais exportadoras para atingir um volume de exportações equivalente a 53% do PIB em 2023.

No documento sobre as linhas gerais do programa eleitoral do PS, na educação, coloca-se como prioridade a alteração do regime de recrutamento, “introduzindo fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira de professor”.

“Prosseguir o trabalho de revisão e generalização do modelo das unidades de saúde familiar, garantindo que elas cobrem 80% da população na próxima legislatura e garantir a visitação domiciliária pelos cuidados de saúde primários dos residentes em estruturas para idosos” são outras metas para a área da saúde.,

No programa do PS consta ainda como prioridade, no plano ambiental, “aumentar, até 2026, para 80% o peso das energias renováveis na produção de eletricidade, antecipando em quatro anos a meta estabelecida”.

Em termos mais imediatos, os socialistas querem até julho aprovar na Assembleia da República as alterações legislativas para a Agenda do Trabalho Digno.

“Creches gratuitas, de forma progressiva, até 2024″, novas formas de equilíbrio dos tempos de trabalho, incluindo a ponderação de aplicabilidade em diferentes setores das semanas de quatro dias” são outras propostas presentes no documento apresentado por Mariana Vieira da Silva.

Mariana Vieira da Silva avançou igualmente como prioridades o objetivo de apoiar, “até 2026, 30 mil jovens em cursos profissionais nas áreas emergentes e na formação superior nas áreas STEAM (Ciências, Tecnologias, Engenharias, Artes e Matemática).

 

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