30 Novembro 2021, 02:53

PSD e CDS-PP avançam com coligação em Gondomar

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

PSD e CDS-PP formalizam uma coligação para a candidatura em Gondomar às eleições autárquicas deste ano, para “constituir uma alternativa de poder” e “retirar o concelho da estagnação”.

Em causa está a candidatura do líder da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Jorge Ascenção, à Câmara de Gondomar, no distrito do Porto.

A presidente da concelhia do PSD de Gondomar, Germana Rocha, referiu que este acordo visa “constituir uma alternativa de poder em Gondomar”, posição assumida também pelo presidente da concelhia do CDS-PP, Pedro Carvalho, que acrescentou que “o objetivo comum destes partidos é reposicionar o concelho no Grande Porto”.

“[A coligação] acontece porque temos um objetivo em comum que é combater o socialismo em Gondomar, na Câmara, na Assembleia e nas Juntas de Freguesia”, disse Germana Rocha, acrescentando que o objetivo é “fazer de Gondomar uma referência da Área Metropolitana do Porto (AMP)”.

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“Estamos a conjugar esforços nesse sentido para que Gondomar não continue na cauda da AMP e não seja o dormitório da AMP”, sintetizou.

Pedro Carvalho recordou que este é um “acordo histórico” entre PSD e CDS-PP porque já se repete desde as eleições autárquicas de 2005, “o que mostra o bom relacionamento institucional e que os objetivos são comuns”.

“Gondomar é um concelho com debilidades. O concelho está estagnado nas questões desenvolvimento socioeconómicas e até regrediu do ponto de vista ambiental”, observou.

Para o responsável, “Gondomar é conhecido no Grande Porto por ser um concelho dormitório, tem das taxas de IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] mais altas do distrito do Porto, tarifas da água que têm de ser revistas e negociadas e acontecem regularmente descargas nos rios que prejudicam o concelho”.

O líder do CDS-PP de Gondomar acrescentou como preocupações “a ausência de políticas para captação de mais empregos”, bem como de uma “política fiscal de fixação de empresas e pessoas” e acrescentou às prioridades os transportes e a infraestruturação das freguesias.

“Há freguesias descuradas pelo atual executivo que investe em uma ou duas e esquece as restantes. Mas não há gondomarenses de primeira nem de segunda”, concluiu.

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