06 Julho 2022, 05:07

PSD: Jorge Moreira da Silva quer unir e modernizar o partido

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Vila Nova de Famalicão, Braga, 22 abr 2022 (Lusa) — O candidato à liderança do PSD Jorge Moreira da Silva afirmou hoje que quer unir o partido e acabar com as “sistemáticas querelas” internas registadas nos últimos quatro anos.


Em Vila Nova de Famalicão, sua terra natal, no arranque da campanha para as diretas de 28 de maio, Jorge Moreira da Silva disse ainda que o PSD “tem um problema de modernidade”, vincando que tem de se tornar num partido mais digital, mais paritário e “de militantes mas também de eleitores”.


“O PSD está cansado, o país está cansado de ver o PSD em querelas sistemáticas, nos últimos quatro anos. Eu não dei para esse peditório, não fui candidato, não fui protocandidato, não apoiei um ou outro”, referiu.


Nesse sentido, intitulou-se como “o melhor candidato para unir o partido”.


“E unir é um elemento decisivo”, enfatizou.


Moreira da Silva sublinhou a aposta no crescimento sustentável de Portugal e “puxou os galões” do seu passado, afirmando que tem experiência “no desenho de políticas”, na gestão de pessoas e recursos financeiros, na liderança de reformas e na capacidade de entregar resultados.


“Preparei-me durante muitos anos para estas funções”, afirmou.


Para o candidato, o PSD “não tem um problema de identidade, tem um problema de modernidade”.


“O mundo mudou muito, então na última década mudou a um ritmo alucinante. Por isso, precisamos de rever as nossas linhas programáticas, e isso passa pela atualização do nosso programa, com calma, de forma aberta e inclusiva”, defendeu.


Disse ainda que não está nesta corrida à liderança do PSD para “tirar a ficha para uma candidatura num tempo mais oportuno” nem para “marcar posição” ou ter visibilidade.


“Nunca precisei de me pôr em bicos de pés para se lembrarem de mim mais tarde”, disse.


Jorge Moreira da Silva adiantou ainda que aposta numa nova forma de fazer oposição, lembrando que os portugueses estão “cansados do bota-abaixismo”.


“Se for líder do PSD, serei alternativa, não apenas oposição”, garantiu, adiantando que pretende mobilizar “os melhores” do partido e da sociedade civil para um “governo sombra que esteja na linha da frente do escrutínio ao Governo e na apresentação de propostas alternativas”.


Tudo, rematou, “para ajudar o país a recuperar de uma crise social, económica e ambiental profunda”.


As diretas para a liderança do PSD estão marcadas para 28 de maio, sendo Jorge Moreira da Silva e Luís Montenegro os nomes que já avançaram.



VCP//RBF


Lusa/Fim

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