14 Maio 2022, 15:15

PSD: Moreira da Silva não se indicaria para Conselho de Estado se já fosse presidente

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 29 abr 2022 (Lusa) — O candidato à liderança do PSD Jorge Moreira da Silva assegurou hoje que, se já fosse presidente do partido, não se teria indicado na lista de representantes para o Conselho de Estado.


No final da apresentação dos mandatários da sua candidatura, o antigo ministro do Ambiente foi questionado se se sentia excluído por não poder vir a integrar este órgão, depois de o PSD ter indicado Francisco Pinto Balsemão – o seu mandatário nacional – e o economista Miguel Cadilhe.


“Não, de modo algum, é uma decisão tomada pelo parlamento e bem. Se eu já fosse presidente do PSD hoje não me teria incluído na lista para o Conselho de Estado”, afirmou.


Para o antigo vice-presidente do PSD, “o líder da oposição tem uma forma de relacionamento direto com o Presidente da República” e “seria um pouco redundante” também integrar o seu órgão de aconselhamento.


“Considero que as escolhas que foram feitas pelos deputados do PSD são excelentes escolhas e não tenho nada a acrescentar”, afirmou.


Questionado sobre o mesmo tema, ao lado de Moreira da Silva, o militante número um e atual e provável futuro conselheiro de Estado manifestou uma visão diferente.


“É sempre útil que o dirigente máximo do PSD possa assistir a reuniões do Conselho de Estado que, sobretudo com o atual Presidente, têm muito interesse, até pelas pessoas que ele tem cá trazido, mas concordo que não é fundamental”, afirmou Pinto Balsemão.


Pouco antes, a eurodeputada Lídia Pereira, mandatária de Moreira da Silva para o Desenvolvimento Sustentável, tinha lamentado a falta de diversidade geracional e de género nos conselheiros de Estado.


“Se fosse eu a escolher se calhar não escolhia assim”, admitiu Balsemão.


O parlamento vota hoje os cinco representantes indicados por PS e PSD numa lista conjunta para o Conselho de Estado.


Os nomes indicados pelo PS foram o presidente do partido, Carlos César, o dirigente histórico Manuel Alegre, e o professor catedrático e ex-candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa.


Os restantes dois nomes, indicados pelos sociais-democratas, são o antigo primeiro-ministro e fundador do PSD, Francisco Pinto Balsemão, e o antigo ministro das Finanças Miguel Cadilhe.



SMA // JPS


Lusa/fim

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