07 Julho 2022, 02:02

PSP cria pontos oficiais de contacto para prevenir e monitorizar violência no SNS

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 21 mar 2022 (Lusa) — A PSP revelou hoje que criou pontos oficiais de contacto em todo o país para prevenir e monitorizar a ocorrência de episódios de violência no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que no ano passado aumentaram 16%.


Em declarações à agência Lusa, Inês Lemos, do departamento de operações da Polícia de Segurança Pública, avançou que no âmbito do programa de policiamento de proximidade “Saúde em Segurança” foram criados pontos oficiais de contacto da PSP em todos os concelhos onde existe esta polícia.


Segundo aquela oficial da PSP, os agentes que integram os pontos oficiais de contacto estão hoje a receber formação, juntamente com os efetivos que a polícia tem diariamente em alguns hospitais.


Inês Lemos precisou que são 150 os polícias que estão a frequentar hoje a formação, que conta com a participação do coordenador do gabinete de segurança na saúde, médicos e representantes das cinco administrações regionais de saúde (ARS).


“Na formação são abordados os procedimentos e a forma de atuar junto dos profissionais de saúde, mas também a forma como se devem realizar as reuniões e a articulação com os pontos oficiais de contacto do SNS”, disse.


De acordo com Inês Lemos, os “grandes pontos” desta formação passam pela prevenção e monitorização dos episódios de violência, conselhos de segurança e organização do SNS”.


A oficial da PSP explicou que os pontos oficiais de contacto estão criados em praticamente todos os concelhos do país e são “pontos de ligação com o SNS, que reúnem, fazem uma articulação a nível regional e local e dão diretrizes ao efetivo”.


“Estamos a falar de polícias do norte ao sul do país e serão eles o elo de ligação não só para o SNS, como também para a PSP para levar a cabo todo esta ação e policiamento”, disse.


De acordo com a PSP, o gabinete de segurança na saúde registou 961 casos de violência em hospitais e centros de saúde em 2021, um aumento de cerca de 16% em relação a 2020.


Inês Lemos referiu que a maior parte da violência registada é psicológica, nomeadamente assédio e ameaças, e é sobretudo praticada por utentes ou familiares contra médicos, enfermeiros e assistentes.


“Em janeiro deste ano foi aprovado o plano de ação para a prevenção da violência no setor da saúde e este plano preconiza um policiamento de proximidade. Daí que a PSP tenha criado o programa Saúde em Segurança”, explicou.


A oficial da PSP acrescentou que este programa tem três fases, designadamente a formação, que está a decorrer hoje, a articulação dos pontos oficiais de contacto com o SNS e a realização de ações de sensibilização junto dos profissionais de saúde.


Inês Lemos precisou que no âmbito das ações de sensibilização os polícias integrados no programa “Saúde em Segurança” vão passar aos profissionais de saúde conceitos de segurança, formas de atuação em situações de violência e como podem organizar o consultório com mais condições de segurança.


A PSP vai ainda, durante o mês de abril, aumentar o policiamento nos hospitais e centros de saúde.


Segundo a PSP, este programa tem como principais funções “aumentar o policiamento junto das unidades de saúde e prevenir este tipo de fenómenos”.



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