09 Setembro 2022, 10:31

Quase 1.500 bombeiros no combate ao incêndio da Covilhã pelas 00:45

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 11 ago 2022 (Lusa) — O combate ao incêndio que deflagrou no sábado no concelho da Covilhã e que se estendeu a Manteigas, Guarda e Gouveia foi reforçado com mais meios esta noite, mobilizando às 00:45 quase 1.500 operacionais.


De acordo com a informação disponível às 00:45 no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), no combate encontravam-se 1.471 operacionais, com o apoio de 459 meios terrestres. Segundo a mesma fonte, duas horas antes estavam mobilizados 1.293 operacionais e 403 viaturas.


O fogo, que começou no concelho da Covilhã e que se estendeu a Manteigas passou para os concelhos da Guarda e Gouveia (distrito da Guarda).


Segundo um balanço realizado ao início da noite pelo comandante operacional regional de Lisboa e Vale do Tejo, a situação “mantém-se complicada e difícil” e o objetivo dos operacionais no terreno “é tirar força à cabeça do incêndio”.


Durante o período da tarde, o incêndio obrigou à “evacuação de um parque de campismo no concelho de Manteigas”, numa atitude que o comandante operacional de Lisboa e Vale do Tejo considerou de proatividade do município, “garantindo a segurança das pessoas”.


Na conferência de imprensa, o comandante disse que estiveram no combate os meios aéreos disponíveis: “Gostaríamos de ter muito mais. Os Canadair estiveram inoperacionais durante todo o dia”.


Este era o incêndio mais preocupante em Portugal Continental, que contabilizava cerca das 00:45 cinco fogos ativos, com um total de 1.543 operacionais, com 477 viaturas.


O fogo que deflagrou em Meruge, concelho de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, pelas 14:59 de quarta-feira, foi dado como dominado pelas 21:00, estando a decorrer durante a noite trabalhos de vigilância, segundo a autarquia.


No local, às 00:30, mantinham-se 363 operacionais, apoiados por 104 viaturas.


No combate às chamas, três bombeiros ficaram feridos, tendo sido encaminhados para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, sendo que na localidade de Travancinha o fogo destruiu uma casa de primeira habitação e uma de segunda habitação, adiantou à Lusa o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo.


No lado de Oliveira do Hospital arderam vários armazéns agrícolas, barrocões de pequena dimensão, na aldeia de Sobreda, tendo ainda uma viatura dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital sofrido danos, acrescentou.


No terreno, em incêndios já em resolução ou extintos, encontravam-se, pelas 00:30, 527 bombeiros, com o apoio de 147 viaturas.


Cerca de 80 concelhos do interior Norte e Centro e norte Alentejo estiveram na quarta-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).



DMC (CCC/SO) // JH


Lusa/Fim

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