09 Setembro 2022, 08:51

RDCongo registou quase 900 mil deslocados internos entre janeiro e junho – ONU

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Kinshasa, 11 ago 2022 (Lusa) — A República Democrática do Congo registou quase 900.000 deslocados internos nos primeiros seis meses do ano devido à violência no leste do país, segundo um relatório do gabinete de coordenação dos assuntos humanitários das Nações Unidas (OCHA).


“Desde o início do ano 2022 (entre janeiro e junho), mais de 877.000 pessoas estão em situação de deslocamento interno” na República Democrática do Congo (RDCongo), escreve a OCHA num relatório hoje publicado e citado pela agência France-Presse.


No mesmo período, mais de 446.000 pessoas regressaram aos seus locais de origem, segundo o mesmo relatório.


Atualmente, estima a OCHA, a RDCongo conta 4,86 milhões de deslocados internos.


As mulheres representam 51% do total.


“Mais de 80% dos deslocamentos [das populações na RDCongo] deveram-se a ataques e confrontos armados” provocados pelas atividades ilícitas dos grupos armados locais e estrangeiros ativos no país, indica o relatório.


O leste da RDCongo é cenário de atividade armada de cerca de uma centena de grupos que semeiam o caos na região há quase 30 anos.


Um dos mais ativos dos últimos meses é o M23, uma ex-rebelião dominada pelos tutsis derrotada em 2013 e que voltou a pegar em armas no final do ano passado, acusando Kinshasa de não ter respeitado os acordos de desmobilização e reintegração dos seus combatentes.


Desde então, o M23 tomou o controlo de várias localidades, nomeadamente a estratégica cidade fronteiriça de Bunagana.


A RDCongo acusa o vizinho Ruanda de ter dado apoio ao M23, algo que Kigali tem sempre negado.



FPA (EL) // LFS


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