22 Outubro 2021, 10:33

Realizadora palestiniana Annemarie Jacir vai adaptar romance de Agualusa

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 04 mar 2021 (Lusa) – O romance “Teoria geral do esquecimento”, do escritor angolano José Eduardo Agualusa, vai ser adaptado para cinema pela realizadora palestiniana Annemarie Jacir, revelou o programa europeu Eurimages, que apoiará a produção do filme.


O projeto, com o título inglês “The oblivion theory”, recebeu na quarta-feira um prémio do Eurimages de apoio ao desenvolvimento, no valor de 20.000 euros, no âmbito do mercado de coproduções que decorre esta semana no Festival de Cinema de Berlim.


O filme será uma produção franco-alemã, com realização da escritora e realizadora palestiniana Annemarie Jacir, e com a narrativa ficcional a ser transposta de Angola para a Faixa de Gaza, durante a primeira Intifada (1987-1993).


No romance de Agualusa, editado em 2012, a história decorre em Luanda e começa nas vésperas da proclamação da independência de Angola, no dia 11 de novembro de 1975, quando uma mulher portuguesa decide erguer um muro que a separa do edifício onde mora, acabando por sobreviver isolada durante cerca de 30 anos.


No filme, há uma mulher, norte-americana, que acidentalmente fica retida num apartamento em Gaza, tornando-se numa “testemunha improvável e numa sobrevivente num país no meio de um conflito”, escreveu a revista Variety.


Annemarie Jacir, 47 anos e descrita como “uma das figuras da Nova Vaga [do cinema] árabe”, trabalha em cinema há mais de duas décadas, sendo autora de filmes como “Wajib” (2017), “When I saw you” (2012) e “Salt of the sea” (2008), todos eles candidatos pela Palestina a uma nomeação para os Óscares.


Com “Teoria Geral do Esquecimento”, José Eduardo Agualusa já foi distinguido com vários prémios, entre os quais o Prémio Fernando Namora e o prémio literário internacional de Dublin.


O 71.º Festival de Cinema de Berlim termina na sexta-feira, com uma primeira etapa dedicada apenas a profissionais, ficando reservada para junho a programação oficial com público em sala, tendo em conta o contexto da situação pandémica da covid-19.



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