18 Agosto 2022, 16:07

Reativação da STCP Serviços “é um caminho que se abre” – Eduardo Vítor Rodrigues

© Amândia Queirós | Mundo Atual
LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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A reativação da STCP Serviços, subsidiária da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) que gerirá infraestruturas no concelho portuense, é “um caminho que se abre” também para os concelhos vizinhos, defendeu hoje o presidente da Câmara de Gaia.

Eduardo Vítor Rodrigues considerou que “é um caminho que se abre e uma oportunidade de reforçar a STCP e o papel que a STCP, como «holding», pode ter nos Municípios, para além do transporte”.

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“Os seis Municípios que são participantes na STCP [Porto, Gaia, Maia, Matosinhos, Gondomar e Valongo] podem subdelegar na STCP Serviços tudo aquilo que não estiver ainda concessionado”, evitando “longos e penosos concursos públicos”, fazendo-o “de forma absolutamente transparente”, segundo o autarca, que também é presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP).

Questionado sobre se Gaia está a equacionar delegar competências na subsidiária da empresa intermunicipal de transporte rodoviário, o autarca confirmou que o assunto está a ser tido em conta, mas que tem uma desvantagem.

“Os nossos parques de estacionamento foram, no passado, concessionados por prazos absurdamente elevados, neste caso por 25 anos, e, portanto, na verdade, os atuais parques não podem ser geridos pela STCP Serviços antes de acabar a concessão, e isso só acontecerá em 2032”, lamentou.

No entanto, “há outras possibilidades”, como “outro tipo de parques de estacionamento” no modelo «Park and Ride», confirmando Eduardo Vítor Rodrigues que os membros do executivo gaiense estão “muito atentos às possibilidades que se venham a colocar, quando elas se colocarem”, considerando o exemplo do Porto como “virtuoso”.

O executivo da Câmara do Porto aprovou no dia 07, com o voto contra da CDU, delegar competências à STCP Serviços relacionadas com a mobilidade e gestão de infraestruturas auxiliares ao transporte público, como a gestão do Intermodal de Campanhã.

Em Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues afastou, para já, a possibilidade de gestão do Terminal dos Carvalhos num modelo semelhante ao da STCP Serviços, antecipando que não poderá avançar nesse sentido “sem fechar o assunto do concurso público” de transporte rodoviário na Área Metropolitana do Porto (AMP).

Já quanto ao parque de estacionamento adjacente à estação de metro D. João II, em Mafamude, “é um terreno privado para o qual está previsto um loteamento”, pelo que o seu uso atual será alterado.

No entanto, segundo Eduardo Vítor Rodrigues, a Câmara está a “garantir que no âmbito desse loteamento, quer atrás da Fundação Couto quer ao lado da estação D. João II”, haja “parqueamento público em cave que sirva as pessoas que querem usar o transporte público”.

O autarca adiantou ainda que o futuro terminal intermodal de autocarros de Gaia ficará situado “nas traseiras da Fundação Couto”, e vai permitir ao “autocarro que vem de Sandim ou de Avintes, que rebate ao metro, deixa de ir ao Porto, porque as pessoas fazem um transbordo do autocarro para o metro”, pois na Avenida da República, “se tem metro, não faz nenhum sentido ter o autocarro”.

Próximo dessa zona, o presidente gaiense referiu que a futura estação do comboio de alta velocidade de Santo Ovídio ficará enterrada “na zona sul da atual rotunda” homónima, onde atualmente há um “bloqueio do trânsito para a construção da linha de metro” para Vila d’Este, e estará “completamente ligada” à atual linha Amarela e à segunda linha de Gaia (Santo Ovídio – Casa da Música).

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