13 Maio 2022, 23:11

Rendimento das famílias cai na OCDE no 4.º trimestre de 2021

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Paris, 05 mai 2022 (Lusa) – O rendimento das famílias caiu ligeiramente na OCDE no quarto trimestre de 2021, apesar do crescimento contínuo do Produto Interno Bruto (PIB), foi hoje anunciado.


Num comunicado hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e desenvolvimento Económico (OCDE) precisa que o PIB ‘per capita’ (por pessoa) aumentou 1,2% no quarto trimestre de 2021 face ao trimestre anterior, mas o rendimento real das famílias ‘per capita’ diminuiu 0,3%.


Enquanto a tendência do PIB per capita reflete a recuperação da atividade económica após a queda acentuada nas fases iniciais da pandemia, a tendência do rendimento das famílias ‘per capita’ reflete, entre outras coisas, as reduções na assistência governamental associada à pandemia paga às famílias desde o início de 2021.


No entanto, o rendimento das famílias foi 3,8% mais elevado no quarto trimestre de 2021 do que no quarto trimestre de 2019, antes do início da pandemia.


Em 2021, o crescimento homólogo do PIB ‘per capita’ na OCDE foi de 5,1%, muito mais forte do que o crescimento do rendimento real ‘per capita’ das famílias, que foi de 1,7%.


Itália, França, Reino Unido e os Estados Unidos registaram todos crescimentos do rendimento familiar ‘per capita’ em 2021, mas os Estados Unidos foram o único país do G7 a registar aumentos tanto em 2020 como em 2021.


A evolução do rendimento das famílias ‘per capita’ ao longo da pandemia reflete tanto a dimensão como o calendário dos pagamentos da ajuda governamental.


O Canadá e os Estados Unidos efetuaram amplos pagamentos monetários às famílias no segundo trimestre de 2020, uma política repetida pelos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2021.


Como estes pagamentos temporários diminuíram, os rendimentos diminuíram, conclui a OCDE.


Os países europeus do G7 concentraram-se na prestação de assistência às empresas para proteger o emprego e os rendimentos dos empregados.


Depois de uma queda inicial no segundo trimestre de 2020, os níveis de rendimento dos agregados familiares recuperaram e permaneceram em níveis largamente pré-pandemia.


No entanto, ao longo de 2021, houve alguma divergência entre os países, com os rendimentos familiares reais ‘per capita’ a subirem em França e Itália e a diminuírem na Alemanha e no Reino Unido.



MC // MSF


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário