13 Maio 2022, 09:25

Rio não toma posição sobre inquérito parlamentar proposto por Montenegro

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O presidente do PSD, Rui Rio, recusou hoje tomar posição relativamente à proposta de inquérito parlamentar sobre o acolhimento de refugiados ucranianos em Setúbal por ter sido feita por um candidato à sua sucessão, Luís Montenegro.

“A partir do momento que há um candidato do PSD que faz uma proposta concreta, eu acho que pura e simplesmente não a devo comentar. Mal fora se eu, como presidente do PSD, fosse comentar agora propostas que os candidatos ao meu lugar têm livremente vindo a fazer. Portanto, não vou comentar, por essa razão”, declarou Rui Rio, em resposta aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Quanto ao polémico envolvimento de russos no processo de acolhimento de refugiados ucranianos em Setúbal, Rui Rio referiu que na reunião de terça-feira da Comissão Política Nacional do PSD serão ouvidas as pessoas do partido “mais diretamente envolvidas” e os “protagonistas mais diretos” nesta autarquia, para se adotar “uma posição conjunta” sobre esta matéria.

O presidente do PSD defendeu, contudo, que “o tratamento dos refugiados e a forma como são questionados, que é também o que está em causa, e por quem são questionados é um problema de ordem nacional, não é um problema de ordem concelhio”, embora tenha “uma componente local”.

Interrogado se o primeiro-ministro, António Costa, deve ser ouvido no parlamento, Rui Rio respondeu: “Eu acho que poderemos não ter de ouvir o primeiro-ministro, se até lá as diversas audições clarificarem a situação. Se assim não for, acabará provavelmente com uma sessão no plenário, não numa comissão, no plenário, ouvindo o primeiro-ministro — desde que, lá está, o PS, que hoje tem maioria absoluta, permita que assim seja”.

“Não gosto de exagerar. Portanto, eu acho que as audições devem ser feitas. Vamos colhendo informação. Se, no limite, se viesse a verificar isso [que recebeu dados dos serviços de informações sobre esta matéria e não lhes deu seguimento], obviamente que era grave”, ressalvou.

Rui Rio acrescentou que “os serviços de informação existem para alguma coisa, para informar os detentores de cargos políticos, e eles por sua vez têm de atuar em função das informações que lhe dão”, e reiterou que, “portanto, se lhe tinham dado informação e nada tinha sido feito, obviamente que é grave”.

 

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