19 Setembro 2021, 15:05

«Rota da Água», um museu ao ar livre para percorrer em Gaia

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A empresa municipal Águas de Gaia apresentou dois novos projetos, no mesmo dia em que se realizou a cerimónia do hastear das 20 bandeiras azuis nas praias do concelho que volta a fazer o pleno.

Miguel Lemos deu a conhecer o projeto «Rota da Água», um centro de educação ambiental e um museu ao ar livre, com sete rotas para serem percorridas, e cujo elemento central é a água.

Assim, através de um smartphone, o utilizador pode percorrer vários pontos dispersos pelo concelho (a partir de QR Code) e conhecer melhor alguns pontos de interesse, como a Capela do Senhor da Pedra, o Geossítio de Lavadores, as pontes, os rios, entre outros.

O percurso pode ser feito livremente ou através de uma visita guiada, bastando para tal uma inscrição no Centro de Educação Ambiental e programar o dia para percorrer a Rota da Água, a partir de veículos de mobilidade suave e com técnicos especializados.

As bicicletas elétricas (até 5 pessoas) e o Tuk-Tuk elétrico (até 4 pessoas) podem ser utilizadas gratuitamente, bastando que os interessados façam o agendamento prévio.

“Seguimos a lógica daquilo que a pandemia nos ensinou. Hoje procuramos espaços ao ar livre, contacto com a Natureza. Descontinuámos o site «Gaia Mais Praia» e a aplicação que permitia conhecer virtualmente as ribeiras do Espírito Santo, e construímos este produto que congrega toda a informação que, até agora, estava dispersa”, o presidente da Águas de Gaia, acrescentando tratar-se do “maior museu da água e centro de educação ambiental de Portugal”.

Foi ainda apresentado um novo sistema desenvolvido pela Scemai, uma start-up que ganhou o Prémio H2O inovação by Águas de Gaia, no Concurso Montepio Acredita Portugal, o que permitiu uma parceria com a empresa.

A empresa desenvolveu um sistema que é composto por “um conjunto de sensores que trabalham com algoritmos de inteligência artificial que nos permite ter uma série de indicadores, por um lado, mais banais, como a temperatura, a radiação solar ou a velocidade do vento na orla marítima, mas, por outro lado, podemos também detetar com antecedência focos de poluição nas nossas ribeiras, problemas nas redes de saneamento, uma descarga ilegal”, revelou ainda Miguel Lemos.

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