08 Setembro 2022, 22:45

Rússia admite ato de sabotagem em explosões na Crimeia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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A Rússia admitiu que as explosões ocorridas hoje num depósito de munições do seu exército na península ucraniana da Crimeia, que anexou em 2014, foram um ato de sabotagem.

“Na manhã de 16 de agosto, um armazém militar na cidade de Dzhankoy, a capital do distrito com o mesmo nome, foi danificado em resultado de sabotagem”, disse o Ministério da Defesa numa declaração citada pela agência russa TASS.

As explosões no armazém danificaram várias instalações civis, incluindo uma linha de alta tensão, subestações elétricas, a linha ferroviária e várias casas, de acordo com o comando russo.

“Não há feridos graves. Estão a ser tomadas as medidas necessárias para remediar as consequências da sabotagem”, acrescentou o Ministério da Defesa, segundo a agência espanhola EFE.

O ministério não identificou os responsáveis pela sabotagem.

Num comunicado anterior, as autoridades russas disseram que o incidente ocorreu às 06:15 locais (04:15 em Lisboa).

Segundo o governador da Crimeia, Sergei Aksionov, que visitou o local, dois civis ficaram feridos e as autoridades evacuaram uma aldeia próxima por precaução.

Dzhankoy localiza-se a cerca de 90 quilómetros a norte de Simferopol, a capital da autoproclamada República da Crimeia, e próximo da Ucrânia.

O chefe da administração presidencial da Ucrânia, Andriy Yermak, saudou a ocorrência das explosões na Crimeia e prometeu a “completa libertação dos territórios ucranianos”, numa declaração na rede social Telegram, citada pela agência francesa AFP.

Também o conselheiro presidencial ucraniano Mikhailo Podoliak se referiu ao incidente, escrevendo na rede social Twitter que “a manhã, perto de Dzhankoy, começou com explosões”.

“A Crimeia do país normal é sobre o Mar Negro, montanhas, recreação e turismo, mas a Crimeia ocupada por russos é sobre explosões de depósitos de munições e um alto risco de morte para invasores e ladrões”, acrescentou o conselheiro do Presidente Volodymyr Zelensky.

Este incidente surge uma semana após uma explosão de munições destinadas à aviação militar russa num depósito localizado no aeródromo militar de Saki, na Crimeia ocidental.

Estas explosões mataram uma pessoa e feriram outras.

A península ucraniana anexada por Moscovo tem estado na linha da frente da ofensiva militar russa contra o país vizinho, iniciada em 24 de fevereiro.

Os aviões russos descolam quase diariamente da Crimeia para atingir alvos em áreas sob o controlo de Kiev e várias áreas da península estão dentro do alcance das armas ucranianas.

Apesar do conflito, a Crimeia tem permanecido um importante destino de férias para muitos russos que continuam a desfrutar do verão nas suas praias.

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